…Devils Tower!

…Devils Tower!


…Torre dos Demónios!. (Devils Tower)!

…estávamos o estado de Wyoming, seguíamos na direção norte!. (we were in the state of Wyoming, we were heading north)!.

…qusando diferentes estradas do estado, em algumas viajávamos sózinhos por milhas e milhas, passando, de quando em quando um “motard”, que levantava a mão em sinal de saudação e, quando viajam “motards”, o cenário sempre é bonito e de natureza!.  (using different state roads, some of us traveling alone for miles and miles, occasionally passing a “biker”, who raised his hand in greeting, when traveling “bikers”, the scenery is always beautiful and nature)!.

…a cidade de Sundance, no nordeste do estado, tinha ficado para trás, já viajávamos nas montanhas de “Bear Lodge”, que é parte do “Black Hills, um pouco acima do Rio Belle Fourche, quando numa pequena área quase plana!. (the city of Sundance, in the northeastern state, had lagged behind, we were already traveling in the mountains of “Bear Lodge,” which is part of the Black Hills, just above the Belle Fourche River, when in a small, almost flat area)!.

…ao longe, já se podia ver a “Devils Tower National Monument”, que vamos chamar a partir de agora a “Torre dos Demónios”, que é uma rocha saliente no terreno, grande, mesmo grande, que dizem tem 1,267 pés (386 m) acima do Rio Belle Fourche e, 867 pés (265 m) do seu cume até à base!. Foi o primeiro Monumento Nacional declarado nos Estados Unidos, no ano de 1906, pelo então Presidente Theodore Roosevelt, assim como toda a área circundante, que abrange 1.347 acres (545 ha)!. (in the distance, one could already see the “Devils Tower National Monument”, which is a large, even large, protruding rock that says it has 1,267 feet m) above the Belle Fourche River and 867 feet (265 m) from its summit to the base! It was the first National Monument declared in the United States in 1906 by then-President Theodore Roosevelt, as well as the entire surrounding area , covering 1,347 acres (545 ha)!.

…a “Torre dos Demónios”, foi em tempos estrela de cinema, pois foi cenário do filme de ficção científica, no ano de 1977, “Encontros Imediatos de Terceiro Grau”, de Steven Spielberg, que usou esta formação como um elemento de enredo, trama, conspiração ou sinal de perigo, e também como localização nas suas cenas climáticas!. Daí, nós tomarmos conhecimento deste maravilhoso Monumento e, não só nós, pois dizem que este filme foi a causa de um grande aumento de visitantes!. (the “Devils Tower” was once a movie star, as it was the setting for Steven Spielberg’s “Close Encounters of the Third Kind” in 1977, which used this lineup as a element of plot and location in your climactic scenes!. Hence, we take note of this wonderful Monument and not only do we say that this film was the cause of a great increase of visitors)!.

…assim como alpinistas, que são 1% dos 4.000.000 de visitantes anuais do Momumento, que escalam a “Torre dos Demónios”, usando técnicas tradicionais, havendo a curiosidade que por volta do ano de 1941, um tal George Hopkins lançou-se de páraquedas na torre, sem qualquer permissão, como golpe de publicidade resultante de uma simples aposta!. (as well as climbers, who are 1% of the 4,000,000 annual visitors of the Momumento, who climb the “Devils Tower”, using traditional techniques, with the curiosity that around the year 1941, a certain George Hopkins threw himself on parachute in the tower, without any permission, as publicity stroke resulting from a simple bet)!.

…ainda falando dos alpinistas que escalam a “Torre dos Demónios” que, é sagrada para as várias tribos de Nativos Americanos, destas Planícies, incluindo os Lakotas, os Cheyennes os Klowa ou os Crows, onde muitos líderes se opuseram, tendo os alpinistas argumentado que tinham direito de escalar a torre, já que está em terras federais, no entanto houve um acordo, alcançando uma proibição da escalada voluntária durante o mês de Junho, quando as diferentes tribos, estão realizando as suas cerimónias em redor deste maravilhoso Monumento!. (still talking about the climbers climbing the “Devils Tower” which is sacred to the various tribes of Native Americans from these Plains, including the Lakotas, the Cheyennes the Klowa or the Crows, where many leaders opposed, climbers argued that they had the right to climb the tower, since it is in federal lands, however there was an agreement, reaching a ban on voluntary climbing during the month of June, when different tribes are performing their ceremonies around this wonderful Monument)!.

…andámos por lá, subimos até uma certa altura, onde era possível colocar os pés com alguma segurança, como curiosidade junto de nós estava uma família oriunda de Montreal, no Canadá, que nos pediu para tirar-mos uma foto com toda a família junta, o que fizemos, pedindo igual favor, andavam na estrada ia para um mês e, quando souberam que éramos oriundos da Europa, queriam falar no idioma Francês, pois os seus antepassados eram Franceses, pensando que na Europa todos se entendiam no idioma Francês!. (we walked there, we went up to a certain height, where it was possible to put our feet safely, as a curiosity was a family from Montreal, Canada, who asked us to take a photo with all the family together, what we did, asking for the same favor, they were on the road for a month, and when they learned that we were from Europe, they wanted to speak in the French language, because their ancestors were French, thinking that in Europe everyone understood the language French)!.

…o nome de “Torre dos Demónios”, teve origem por volta do ano de 1875, quando uma expedição liderada pelo Coronel Richard Irving Dodge, andou por lá e, um seu interprete teria interpretado mal um nome nativo que significava “Torre de Deus Ruim”!. Claro, ficou “Torre dos Demónios”, mas os Nativos Americanos, ainda lhe chamam, “Casa do Urso”, “Hospedagem do Urso”, “Tipi do Urso”, “Lar do Urso” e, os Cheyennes, os Lakotas, os Crows e os Kiowas, além destes nomes, também lhe chamam “No Alto de uma Pedra”, “Árvore de Pedra”, “Grande Chifre Cinzento” e “Chifre de Búfalo Castanho”!. (the name “Devils Tower” originated around the year 1875, when an expedition led by Colonel Richard Irving Dodge, walked there, and his interpreter would have misinterpreted a native name that meant “Bad God’s Tower”!. Of course, it was “Devils Tower”, but the Native Americans still call it “Bear’s House”, “Bear’s Lodge”, “Bear’s Tipi”, “Home of the Bear”, “Bear’s Lair”, and the Cheyennes, Lakotas, Crows and the Kiowas, besides these names, also call it “Aloft on a Rock”, “Tree Rock”, “Great Gray Horn” and “Brown Buffalo Horn”)!.

…o cenário em volta da “Torre dos Demónios”, é composta por rochas sedimentares, onde as mais antigas, que são visíveis, talvez tivessem origem num qualquer mar pouco profundo, durante o período “Triássico Médio”, por volta de 225 a 195 milhões de anos atrás!. Ainda hoje, o arenito vermelho escuro e o siltstone marrom, intercalados com xisto, podem ser vistos ao longo do Rio Belle Fourche que, como já dissemos anteriormente, passa perto da sua base, cuja oxidação de minerais de ferro, causa a vermelhidão das rochas, cuja camada, é conhecida como “Formação Spearfish”!. Acima desta formação, existe uma banda fina de gesso branco, chamada “Formação de Nascentes de Gypsum”, que possívelmente foi depositada durante o período “Jurássico”, talvez 195 a 136 milhões de anos atrás!. (the scenery surrounding the “Devils Tower” is composed of sedimentary rocks, where the oldest, which are visible, may have originated in any shallow sea, during the “Triassic Middle” period, around 225 195 million years ago! Even today, dark red sandstone and brown siltstone, interspersed with shale, can be seen along the Belle Fourche River which, as we have said previously, passes near its base, whose oxidation of iron minerals causes the redness of the rocks , whose layer, is known as “Spearfish Formation”!. Above this formation, there is a thin band of white plaster, called “Gypsum Springs Formation”, which was possibly deposited during the “Jurassic” period, perhaps 195 to 136 million years ago)!.

…sendo vista à distância, a “Torre dos Demónios”, é um fenómeno que não é vulgar, onde existem teorias que, poderá ser um plugue vulcânico, ou o pescoço de um vulcão extinto!. Presumivelmente, se tivesse sido um resíduo vulcânico, com cinzas vulcânicas, fluxos de lava, detritos vulcânicos, teriam sido destruídos há muito tempo, no entanto materiais piroclásticos com a mesma idade que a “Torre dos Demónios”, foram identificados em outros lugares no estado de Wyoming!. (being seen from a distance, the “Devil Tower” is a phenomenon that is not vulgar, where there are theories that could be a volcanic plug, or the neck of an extinct volcano!. Presumably if it had been a residue volcanic ash, lava flows, volcanic debris, would have been destroyed long ago, however pyroclastic materials the same age as the “Devils Tower” have been identified elsewhere in the state of Wyoming)!.

…existe uma explicação, com algum sentido que é: a “Torre dos Demónios”, talvez há milhões de anos não era visível, não sobressaía da paisagem, todavia com o decorrer dos anos, à medida que os elementos desgastavam os arenitos e os shales mais macios à sua volta, a rocha mais resistente foi ficando, sobrevivendo às forças erosivas, como resultado, as colunas cinzentas da “Torre dos Demónios”, começaram a aparecer, como uma massa isolada acima da paisagem!. À medida que a chuva e a neve continuaram a corroer as rochas sedimentares que cercam a sua base, mais a “Torre dos Demónios” ficará exposta!. No entanto, as porções expostas, ainda experimentam certas quantidades de erosão, as fissuras ao longo das colunas estão sujeitas à erosão da água e do gelo, a erosão devido à expansão do gelo ao longo das rachaduras e fracturas nas formações rochosas é comum em climas mais frios, assim, algumas porções, ou mesmo colunas inteiras, estão continuamente quebrando e caindo, formando pilhas de colunas quebradas, pedregulhos e pedras pequenas ou grandes, que nós vimos, e vão ficando na sua base, indicando-nos que a torre já foi mais larga, do que hoje é! Esta também é a nossa explicação para este fenómeno que é a maravilhosa “Torre dos Demónios”!. (there is an explanation, with some meaning that is: the “Devil Tower”, perhaps millions of years ago it was not visible, it did not stand out from the landscape, however, as the years wore on, as the nights weighed the sandstones and the softer shales around it, the more resilient rock was staying, surviving the erosive forces, as a result, the gray columns of the “Devils Tower” began to appear, like a mass isolated above the landscape!. As rain and snow continue to erode the sedimentary rocks surrounding its base, the more “Devils Tower” will be exposed! However, exposed portions still experience certain amounts of erosion, cracks along columns are subject to erosion of water and ice, erosion due to ice expansion along cracks and fractures in rock formations is common in colder climes, so that some portions, or even whole columns, are continually breaking and falling, forming piles of broken columns, boulders, and small or large stones, which we have seen, and are staying at its base, indicating to us that the tower has already It was wider, than it is today! This is also our explanation for this phenomenon which is the wonderful “DevilsTower”)!

…este maravilhoso monumento da “Torre dos Demónios”, onde na sua área circundante ainda hoje existem e, são protegidas espécies de animais selvagens como búfalos, ursos, veados de cauda branca, cães da pradaria ou águias carecas!. (his wonderful monument of the “Devils Tower”, where in its surrounding area still exist today, protected species of wild animals such as buffalo, bear, white-tailed deer, prairie dogs or bald eagles)!.

…em tempos também por aqui andaram caçadores de peles, no entanto não existe evidência escrita desse facto, mas sabe-se que os primeiros caucasianos documentados foram vários membros da expedição de 1859 do Capitão William F. Raynold para Yellowstone, no entanto, e como já referimos anteriormente, dezasseis anos depois, o Coronel Richard I. Dodge escolheu uma parte do estudo do Instituto de Assuntos para os Índios, para a área desta formação rochosa maciça e, deu-lhe o nome de “Torre dos Demónios”!. (in times also have been hunters here, however but there is no written evidence of this, but it is known that the first Caucasians documented were several members of the 1859 expedition from Captain William F. Raynold to Yellowstone, however, and as we mentioned earlier, sixteen years later, Colonel Richard I. Dodge chose a part of the Indian Affairs Institute’s study for the area of this massive rock formation and gave it the name of “Devils Tower”)!.

…existem inúmeras histórias sobre este maravilhoso Monumento Nacional, com mitos, lendas ou narrativas sagradas, que ajudaram a conectar as diversas tribos de Índios Americanos com esta área, que são uma reverência às crenças e pessoas do passado, onde cada tribo tem a sua própria história, por vezes existem várias histórias da mesma tribo, contendo até elementos semelhantes, todavia são preservados hoje pelas tradições da cultura dos Índios Americanos!. (there are countless stories about this wonderful National Monument with myths, legends or sacred narratives that have helped connect the various tribes of Native Americans with this area, which are a reverence to the beliefs and people of the past, where each tribe has the its own history, sometimes there are several stories from the same tribe, containing even similar elements, yet are preserved today by the Native American culture traditions)!.

…embora essas histórias sejam produto do passado, as tribos estão associadas a membros activos do presente, onde cada uma tem a sua nação soberana, conhecidas como reservas, na qual as pessoas e membros dessas tribos fazem parte da nossa comunidade nacional moderna e, as suas conexões com lugares como a “Torre dos Demónios, são tão importantes hoje, como eram há gerações antes deste lugar sagrado se tornar num Monumento Nacional!. (Although these stories are products of the past, tribes are associated with active members of the present, where each has its sovereign nation, known as reserves, in which the people and members of these tribes are part of our modern national community and their connections with places like the “Devils Tower”, are as important today as they were for generations before this sacred place became a National Monument)!.

…a lenda da tribo Arapahoe, diz:

…uma típica aldeia dos Índios Arapahoe estava acampada no “Bear’s Tipi”. O pai de uma das muitas famílias, que vivia numa dessas típicas casas, tinha sete filhos, cinco garotos e duas garotas, as duas garotas fizeram um acordo entre si: aquela que encontrasse a extremidade de uma costela de um bisonte, devia receber os favores dos irmãos, os quais faziam viagens a outras tribos, no entanto depois de uma longa pesquisa, uma das garotas encontrou a extremidade dum osso de um bisonte mas, ao tocá-lo, transformou-se numa ursa, fazendo grandes riscos nas costas da irmã. A “garota-ursa” contou à sua irmã: “Se contares isto a alguém, os cães vão uivar e isso será um sinal, então eu vou saber que contaste”. A irmã, contou aos seus irmãos, e quando eles ouviram os cães a uivar, a dar o sinal, eles ficaram assustados e, de seguida começaram a correr! A “garota-ursa”, também ouviu o sinal e correu atrás deles, no entanto, a garota que contou aos irmãos, levava uma bola na mão, que caiu e chutou acidentalmente, a bola ficou amarrada nas rochas grandes e altas da torre!. A “garota-ursa”, tentou alcançar o ombro da irmã para agarrar a bola, no entanto escorregou, fazendo grandes riscos nas rochas grandes e altas da torre e, caindo em cima da sua irmã, quebrou-lhe o peito!. A “garota-ursa”, subiu até ao cimo da grande e alta rocha e, disse à sua familia que haveria sete estrelas na forma de um diamante aparecendo no leste, disse ainda que a primeira estrela de fora, seria de um lado e seria mais brilhante do que as outras estrelas. A primeira estrela seria chamada “Estrela de Peito Quebrado”!. A partir desse momento, os Arapahoes chamaram esta grande e alta rocha de “Bear’s Tipi”!.

(The legend of the tribe Arapahoe, says:

An Arapahoe lodge was camped at Bear’s Tipi. The father of this lodge was a head lodge and had seven children, five boys and two girls. The two girls had made an arrangement between themselves that the one who found the end rib-bone of a bison should receive the most favors from the brothers. The boys often made trips to other tribes. After a long search one of the girls found an end bone of a bison, but on picking it up she turned into a bear and made some big scratches on her sister’s back. The ‘bear-girl’ told her sister, “If you tell, the dogs will howl and this will be a signal so I will know that you have told.” The sister did tell her brothers and when they heard the dogs howl and give the signal they were scared and started to run. The bear-girl heard the signal and ran after them. The girl who had told was carrying a ball in her hand which she dropped and accidentally kicked. The ball bounded up on the big, high rock. The bear-girl reached over her sister’s shoulder to grab the ball, slipped and made very big scratches on the big rock and fell on her sister and broke the sister’s chest. The bear-girl climbed to the top of the big, high rock and told her family that there would be seven stars in the shape of a diamond appear in the east; she said the first star out would be off to one side and would be brighter than the other stars. The first star would be called “Broken Chest Star”!. From this time on, the Arapahoes called this big, high rock “Bear’s Tipi”)!.

…a lenda da tribo Crow, diz:

…alguns elementos desta tribo, acamparam na “Casa do Urso”, duas garotas estavam brincando em redor de algumas grandes rochas, onde haviam muitos ursos a viver por lá e, um urso, muito grande, vendo as garotas sózinhas, foi na sua direcção para comê-las!. O grande urso estava quase a agarrá-las, todavia as garotas quando o viram, ficaram com mêdo e, o único lugar para sua protecção era no topo das grandes rochas, para onde fugiram!. Com algum custo, as garotas escalaram as rochas, com o grande urso sempre no seu encalce e, nesse momento o “Grande Espírito”, vendo o grande urso prestes a agarrar as garotas, fez com que a grande rocha crescesse do chão!. O grande urso continuava tentando agarrá-las, saltando, arranhando as rochas, caindo por fim no chão!. As marcas das suas garras ainda estão nas rochas, que continua crescendo, as garotas ainda estão no topo das rochas!.

(The legend of the Crow tribe, says:

Once when some Crows were camped at “Bear’s House,” two little girls were playing around some big rocks there. There were lots of bears living around the big rock, and one big bear, seeing the girls alone, was going to eat them. The big bear was just about to catch the girls when they saw him. The girls were scared and the only place they could get was on top of the rocks around which they had been playing. The girls climbed the rock but still the bear could catch them. The Great Spirit, seeing the bear was about to catch the girls, caused the rock to grow up out of the ground. The bear kept trying to jump to the top of the rock but he just scratched the rock and fell down on the ground. The claw marks are on the rock now. The rock kept growing until it was so high that the bear could not get the girls. The two girls are still on top of the rock)!.

…a lenda da tribo Sioux, diz:

…dois garotos Sioux andavam longe da sua aldeia quando “Mato”, o urso, uma criatura enorme, tinha as garras maiores que as casas típicas da sua aldeia, ao ver os garotos, queria comê-los, fazendo assim o seu pequeno almoço!. O grande urso, estava quase sobre os garotos, quando estes, aflitos pediram ajuda a “Wakan Tanka”, o Criador, para ajudá-los!. Nesse instante levantou-se uma grande rocha, levando os garotos para o seu topo, enquanto o “Mato”, o tal grande urso, tentava agarrá-los, arranhando a rocha, deixando marcas que ainda hoje lá se encontram!. Finalmente o urso decepcionado e desencorajado, foi descansar para leste das montanhas de Black Hills, no que é agora Bear Butte, enquanto “Wanblee”, a águia amiga, ajudou os garotos, que se encontravam no topo da grande rocha, levando-os para a sua aldeia!. Quando visitamos o Centro de Visitas da “Torre dos Demónios”, existe uma pintura em cima da lareira, retratando esta lenda!.

(Tthe legend of the Sioux tribe, says:

That two Sioux boys wandered far from their village when Mato the bear, a huge creature that had claws the size of tipi poles, spotted them, and wanted to eat them for breakfast. He was almost upon them when the boys prayed to Wakan Tanka the Creator to help them. They rose up on a huge rock, while Mato tried to get up from every side, leaving huge scratch marks as he did. Finally, he sauntered off, disappointed and discouraged. The bear came to rest east of the Black Hills at what is now Bear Butte. Wanblee, the eagle, helped the boys off the rock and back to their village. A painting depicting this legend hangs over the fireplace in the visitor’s center at Devils Tower)!.

…a lenda da tribo Cheyenne, diz:

…um urso gigante persegue um grupo de garotas, matando algumas delas. Duas irmãs escapam, correndo de volta para a sua aldeia, perseguidas pelo urso gigante. Contam o sucedido a dois garotos, que o urso gigante só pode ser morto com uma flecha, que disparada, atravesse a parte inferior do pé!. Os garotos, explicam às irmãs para correrem de novo, levando o urso gigante para a “Torre dos Demónios”, enganando-o, para pensar que elas, vão escalar a grande e alta rocha!. Os garotos, em baixo, tentam atirar ao urso gigante, através do pé, enquanto o urso gigante tenta repetidamente escalar a rocha, deslizando para trás, deixando marcas das suas garras, de cada vez que o faz, marcas essas que ainda hoje lá se encontram!. O urso gigante, fica finalmente assustado, quando uma flecha chegou perto do pé esquerdo!. Esta última flecha, que chegou muito perto do pé esquerdo do urso gigante, continuou a subir e nunca mais desceu!.

(The legend of the Cheyenne tribe, says:

In a Cheyenne version of the story, the giant bear pursues the girls and kills most of them. Two sisters escape back to their home with the bear still tracking them. They tell two boys that the bear can only be killed with an arrow shot through the underside of its foot. The boys have the sisters lead the bear to Devils Tower and trick it into thinking they have climbed the rock. The boys attempt to shoot the bear through the foot while it repeatedly attempts to climb up and slides back down leaving more claw marks each time. The bear was finally scared off when an arrow came very close to its left foot. This last arrow continued to go up and never came down)!.

…o “Pata de Madeira”, um Cheyenne no Norte, relata ainda outra lenda, contada a ele, por um homem idoso, enquanto viajavam juntos pela “Torre dos Demónios”, por volta dos anos de 1866-1868, que nos diz:

…um homem Índio, decidiu dormir na base do “Bear Lodge” ao lado da cabeça de um búfalo. De manhã, descobriu que ele e a cabeça do búfalo tinham sido transportados para o topo da rocha pela “Grandet Medicina”, sem nenhum problema!. Passou outro dia e noite na rocha sem comida ou água, depois de ter orado o dia todo e depois ter ido dormir, acordou achando que a “Grande Medicina” o trouxe de volta ao chão, mas deixou a cabeça do búfalo, claramente visível, lá em cima!. Na época, a torre nunca tinha sido subida e, uma cabeça de búfalo no topo era, de qualquer forma, inexplicável. A cabeça do búfalo dá a esta história um significado especial para os Cheyenne do Norte!. Todos os Cheyennes mantiveram em seus acampamentos um teepee sagrado para a “Grande Medicina” contendo os objetos sagrados tribais. No caso do Norther Cheyenne, o objeto sagrado era uma cabeça de búfalo!.

(The “Wood Leg,” a Cheyenne in the North, reports yet another legend told to him by an elderly man as they journeyed together through the “Devils Tower” around 1866-1868, which says:

An Indian man decided to sleep at the base of Bear Lodge next to a buffalo head. In the morning he found that both he and the buffalo head had been transported to the top of the rock by the Great Medicine with no way down. He spent another day and night on the rock with no food or water. After he had prayed all day and then gone to sleep, he awoke to find that the Great Medicine had brought him back down to the ground, but left the buffalo head at the top near the edge. Wooden Leg maintains that the buffalo head was clearly visible through the old man’s spyglass. At the time, the tower had never been climbed and a buffalo head at the top was otherwise inexplicable!. The buffalo head gives this story special significance for the Northern Cheyenne. All the Cheyenne maintained in their camps a sacred teepee to the Great Medicine containing the tribal sacred objects. In the case of the Northern Cheyenne, the sacred object was a buffalo head)!.

…estas histórias, que para os Nativos Americanos e não só, são narrativas sagradas, ajudam-nos a compreender cultura do passado, os mitos, as lendas, que fazem da maravilhosa “Torre dos Demónios”, um lugar que se deve visitar e, prestar o nosso respeito, pelas maravilhas e segrêdos, que o Planeta Terra, continua a guardar!. (these stories, which for Native Americans and not only are sacred narratives, help us to understand the culture of the past, the myths, the legends, that make the wonderful “Devils Tower” a place to visit and to pay our respect for the wonders and secrets that Planet Earth continues to keep)!.

Tony Borie, February 2018.

…everything seemed round!

…everything seemed round!

…tudo parecia redondo! (everything seemed round)!

…o mês era Abril, e alguns diziam:

– estamos quase na Páscoa!.

…mas para nós, cujo nome em cenário de guerra, era o “Cifra”, tanto fazia ser Páscoa como Natal, os dias eram iguais, eram dias para se ir passando, esperando sobreviver a qualquer ataque, onde num mau momento, podíamos ser atravessados pela rajada de uma metralhadora inimiga, ou explodidos pelo rebentamento de qualquer granada de morteiro de calibre 90, que os guerrilheiros usavam, e com que nos flagelavam!. (But for us, whose name in war scenario, was the “Cipher”, whether it was Easter or Christmas, the days were the same, were days to go by, hoping to survive any attack, where at a bad moment we could be traversed by the blast of an enemy machine-gun, or blown up by the bursting of any 90-caliber mortar shells the guerrillas wore, and flagellated, us)!.

…nós, andando por ali, fumando cigarros, que podiam ser normais ou “especiais”, sempre trazendo, nas mãos ou no bolso, uma pequena garrafa de “coca-cola”, cheia com álcool, alguma água, um pouco de vinho ou café, para lhe dar um pouco cor, parecendo na verdade “coca-cola”!. (Walking around, smoking cigarettes, which could be normal or “special,” always carrying in their hands or pocket a small bottle of “coke” filled with alcohol, some water, a little wine or coffee, to give it a little color, actually looking like “coke”)!.

…quase sempre não aparecíamos à hora das refeições mas, depois roubávamos pão e vinho, e se houvesse oportunidade, álcool ao enfermeiro “Pastilhas”!. Falando com este ou com aquele, mas no final da conversa era sempre a mesma frase:

– merda, tirem-nos daqui!.

(The month was April, and some said:

– We are almost at Easter!.

Almost always we would not come at mealtime, but then stealing bread and wine, and if there was opportunity, alcohol to the nurse “Pastilhas”!. Talking to this or that, but at the end of the conversation was always the same sentence:

– Shit, get us out of here)!

…o companheiro “Curvas, alto e refilão”, já era quase impossível aturar, na reles linguagem, dizia:

– eu tenho sempre razão, eu estou certo, vocês são burros, estão errados!.

…mas, naquele momento, quase sem dar-mos por nada, reparámos num cenário um pouco diferente!.

(the companion “Curvas, high and complicative”, it was almost impossible to put up with, in the language, he said:

– I am always right, I am right, you are dumb, you are wrong!.

But at that moment, almost without giving for anything, we noticed a slightly different scenario)!.

…o “Curvas, alto e refilão”, andava em cima de uma bicicleta, muito velha, mesmo velha, sem pneus, com os aros tortos a fazer barulho no chão, de vez em quando desiquilibrava-se, quase que caía, colocava os pés no chão e gritava palavras obscenas, bicicleta esta, que possivelmente roubou a algum miúdo natural da aldeia com as tais casas cobertas de colmo, que ficava próximo do aquartelamento, trazia vestido uns calções rotos, em que o forro dos bolsos já tinha desaparecido há muito tempo, nos pés trazia os restos de umas botas de pano e borracha que tinham sido novas há vinte e dois meses atrás, amarradas com um fio, a servir de atacadores, somente nos dois últimos buracos do resto das referidas botas. (The “Curvas, high and complicative”, rode on a bike, very old, same old, without tires, with bent rims to make noise on the ground from time to time if unbalance, almost falling, put your feet on the ground and screamed obscenities, bicycle this, possibly stole some natural kid’s village with such covered thatched houses, which was near the barracks, was wearing shorts torn, in which the lining of the pockets had disappeared long ago, feet carried the remains of a cloth and rubber boots were new twenty-two months ago, tied with string, to serve as laces, only in the last two holes of the rest of those boots)!.

…a medalha Cruz de Guerra andava pendurada na frente do resto da camisa suja, que tinha sido amarela quando as botas que trazia nos pés eram novas, medalha esta que balançava com o movimento do seu corpo. Guiava só com uma mão, pois a outra trazia o maço de cigarros “três vintes” e o isqueiro que o Movimento Nacional Feminino lhe tinha oferecido, por indicação nossa, não que ele o tivesse pedido, isqueiro esse que funcionava a gasolina ou a álcool, que ele roubava da enfermaria quando apanhava o enfermeiro “Pastilhas” desprevenido, pois o “Pastilhas” quando o via próximo, escondia o frasco do álcool!.

…quando isso acontecia, usava gasolina e deitava um cheiro que alguns diziam:

– cheira a gasolina, anda por aí o “Curvas, alto e refilão”!.

(War Cross medal, hanging walked in front of the rest of the dirty shirt, which had been yellow when the boots were on his feet were new, medal this swaying with the movement of your body. Was driving with one hand because the other bore the cigarette pack “three twenties” and lighter than the National Movement Women had offered, by our indication, not that he had asked, lighter one that worked petrol or alcohol, which he stole from the infirmary nurse, when caught the “Pastilhas” off guard, because the “Pastilhas” when she saw him next, hid the bottle of alcohol!.

When this happened, he used gasoline and lay a smell that some said:

– It smells like gasoline, going around the “Curvas, high and complicative”!.

…andava na bicicleta, não conseguia rolar pois mais que uns escassos metros, voltava a desiquilibrar-se, quase que caía de novo, e então dizia com a voz um pouco alta e algo excitado:

– fujam, fujam, merda! Que esta merda, ainda vai cair!

(Rode on the bike, could not roll for more than a few meters, he returned to unbalance up, almost falling again, and then said, his voice a little high and something excited:

– Flee, flee shit! This shit, will still fall)!

…nós o “Cifra”, olhámos para ele, sentámo-nos no resto de um barril de vinho vazio que por ali andava, já não sabíamos há quanto tempo, tapámos a cara com a mão, em sinal de desespero, pois nesse momento pensávamos na nossa aldeia do Vale do Ninho D’Águia, lá na vertente oeste e agreste da montanha do Caramulo, no Portugal da Europa, onde o então Primeiro Ministro do governo de Portugal, veio falar na TV a preto e branco do estado, numa hora nobre, em que havia maior audiência, dizendo:

– vamos para a guerra e em força, impedir o avanço do comunismo, para proteger as pessoas pobres que por lá vivem, salvar aquelas crianças da fome e da miséria, naquela África, que sempre foi nossa!.

…hoje, já lá vão mais de cinquenta anos, verificamos como esse Primeiro Ministro era mentiroso, estando a sua mente cheia de motivos políticos!.

(We “Cipher”, we looked at him, we sat in the rest of a barrel of empty wine that walked there, we did not know how long ago, we covered our faces with a hand, in despair, because in that at the moment we were thinking of our village in the Vale do Ninho D’Águia, on the western and rugged slopes of Caramulo Mountain, in Portugal of Europe, where the then Prime Minister of the Portuguese government came to speak on the state’s black and white TV,  in a noble hour, that there was a greater audience, saying:

– We go to war and in force, to prevent the advance of communism, to protect the poor people who live there, to save those children from hunger and misery, in Africa, which has always been ours)!

Today, more than fifty years ago, we have seen how this Prime Minister was a liar, his mind full of political motives)!.

…depois de imigrar, frequentámos escolas, aprendemos alguma coisa da história mundial e, entre outros motivos, já Winston Churchill advertia que, uma nação maior não se deve envolver nos assuntos de uma nação menor!. Wellington, o grande General Britânico que derrotou Napoleão na batalha de Waterloo, conheceu o perigo de uma nação maior, ficar enredada numa guerra com uma nação menor, dizendo:

– um grande país não pode ter uma guerra tão pequena!.

…observando, que uma nação maior, quando vai à guerra, deve ser bem sucedida, ou a sua grandeza fica comprometida!.

(After immigrating, attending schools, learning something from world history and, among other things, since Winston Churchill warned that a larger nation should not be involved in the affairs of a smaller nation!. Wellington, the great British General who defeated Napoleon in battle of Waterloo, knew the danger of a larger nation, getting entangled in a war with a smaller nation, saying:

– a great country can not have such a small war!

Observing, that a larger nation, when it goes to war, must be successful, or its greatness is compromised)!.

…pois o país Portugal, foi, e em força, para a Guerra Colonial, considerando-se uma nação maior, envolveu-se, saindo derrotado, a sua grandeza ficou comprometida, essa foi a grande verdade e, os nossos companheiros, alguns morreram, outros ficaram cegos ou sem algum dos seus membros, com cicatrizes de ferimentos em combate, o pensamento marcado pelos momentos de mêdo e angústia para o resto dos seus dias, e hoje, os antigos combatentes da Guerra Colonial do Ultramar Português, que ainda estão vivos, pouco mais são do que quase desprezados pela nova geração, incluindo alguns dirigentes do governo de Portugal, que quase se envergonham de que nós existimos, que eleitos pelo povo, pagos pelo povo, passam o seu mandato, sem nunca falar ou reinvindicar algo que torne a vida dos antigos combatentes da Guerra Colonial, um pouco mais agradável, pois foi o país Portugal, que os usou em defesa da sua bandeira, mantendo-os numa sangrenta guerra em África, destroçando e traumatizando uma geração de jovens onde, alguns nos dias de hoje, sbrevivem com muita dificuldade, com restrições de toda a ordem!. (because the country of Portugal was, and in force, for the Colonial War, considering itself a greater nation, became involved, leaving defeated, its greatness was compromised, that was the great truth and, our companions, some of them died, others were blind, or without some of their limbs, with scars of wounds in combat, the thought marked by moments of fear and anguish for the rest of their days, and today the former Portuguese Colonial War fighters, who are still alive, are little more than almost despised by the new generation, including some leaders of the Portuguese government who are almost ashamed that we exist, who elected by the people, paid by the people, passed their mandate, without ever speaking or claiming something that would make the life of the former combatants of the Colonial War a little more pleasant, since it was the country of Portugal that used them in defense of its flag , keeping them in a bloody war in Africa, destroying and traumatizing a generation of young people, where some today, they live with great difficulty, with restrictions of all order)!.

…sabíamos que as granadas possuem um pino, que é removível, puxando esse pino para fora, a granada rebenta numa questão de aproximadamente quatro segundos!. Nós fomos treinados para isso, mas nunca o praticámos, pois não éramos um militar de acção, a nossa tarefa era decifrar e cifrar mensagens, éramos o “Cifra”, no entanto, cremos que se nos fossem distribuídas granadas, nós, iríamos curvar os pinos de modo a que fosse impossível puxar o pino para fora!. Nunca tivémos intenção de ferir ou matar alguém, estávamos naquele cenário de guerra, com mêdo e muito respeito pelos guerrilheiros que lutavam pela independência do território e, também não vamos acusar o tal então Primeiro Ministro de Portugal, que nos enviou para esta maldita guerra em África, nós estávamos lá, porque a nossa educação era de família, era de acreditar, era de obedecer, era o respeito pelas palavras dos mais idosos!. (we knew that the grenades have a pin, which is removable, pulling that pin out, the grenade bursts in a matter of approximately four seconds!. We were trained for this, but we never practiced it, since we were not a military man of action, our task was to decipher and encrypt messages, we were the “Cipher”, however, we believed that if grenades were distributed to us, we would bend the pins so that it was impossible to pull the pin out!. We never intended to hurt or kill anyone, we were in that scenario of war, with fear and a lot of respect for the guerrillas who fought for the independence of the territory, and neither will we accuse the then Prime Minister of Portugal, who sent us to this damned war in Africa, we were there, because our education was family, was to believe, was to obey, was respect for the words of the elderly)!.

…mas vamos continuar com a história, nós, o “Cifra”, sentados nos tais restos de um barril de vinho vazio, olhámos o nosso relógio de pulso, que era um “Cauny” de contrabando, que era redondo, rondando na altura por volta das seis horas da tarde, o “Curvas, alto e refilão”, rodava a sua bicicleta velha, com as rodas tortas, a pequena “Bolanha”, (pântano), que existia ao fundo aquartelamento, também era redonda na sua superfície, pássaros de diversas cores, voavam em redor uns dos outros, poisando numa pequena árvore florida que existia junto da “Bolanha”!. (but let’s continue with the story, we, the “Cipher,” sitting on the remains of a barrel of empty wine, looked at our wristwatch, which was a contraband “Cauny”, which was round, around six o’clock in the afternoon, the “Curvas, high and complicative”, turned his old bike with the crooked wheels, the small “Bolanha” (swamp), which existed in the surface, birds of various colors, flew around each other, standing on a small flowering tree that existed near the “Bolanha”)!.

…verificando melhor, lá ao fundo, vem um bando de patos rodeando a “Bolanha”, o “Furriel Miliciano”, vai passando por ali, fumando um cigarro feito à mão, cujo cigarro nos parece redondo, a sua arma G-3, vai ao ombro, pois acabou de a limpar no “cabanal”!. Era assim que se chamava ao local onde os militares de acção limpavam e oleavam as armas, que era um lugar que alguém se lembrou de construir, com quatro estacas de troncos de palmeiras, coberto com três folhas de zinco, já com alguma ferrugem, que andavam por ali e, alguém para lá levou uns barris de vinho vazios, também redondos, que serviam de mesas, e lá começaram a limpar as armas, passando a chamar-se, o “Cabanal da limpeza de armas”!. (checking in the background, a bunch of ducks are coming around the “Bolanha”, the “Furriel Miliciano”, passing by, smoking a handmade cigarette, whose cigar looks round to us, his G-3 weapon, goes to the shoulder, because it just cleaned it in the “Cabanal”!. That’s how the place where the action military cleaned and oiled the weapons was called, which was a place that someone remembered to build, with four stakes of logs palm trees, covered with three sheets of zinc, already with some rust, that were walking around, and someone there took some empty wine barrels, also round, that served as tables, and there began to clean the arms, the “Cabanal of the cleaning of weapons”)!.

…o “Furriel Miliciano”, com uma habilidade espantosa, talvez sobre influência do cigarro feito à mão, dá um tiro certeiro num dos patos, talvez para experimentar a sua arma, que rodou sobre si, morto por uma redonda bala, saída de um redondo cano, o resto dos patos continuaram a rodear a bolanha, mas fugindo, na procura de novos rumos!.

…nós pensámos nesse momento, falando alto:

– estou a ficar maluco, isto é tudo redondo, por favor tirem-me daqui!.

(The “Furriel Miliciano”, with an amazing ability, perhaps on influence of the handmade cigarette, gives a precise shot in one of the ducks, perhaps to experience his weapon, that rolled on him, killed by a round bullet, exit of a round barrel, the rest of the ducks continued to circle the bolanha, but fled, in search of new directions!.

… we thought at that moment, speaking loudly:

– I’m going crazy, this is all round, please get me out of here)!.

…olhámos melhor o barril de vinho vazio em que estávamos sentados, os aros também eram redondos, o burado no meio, também era redondo, assim como a rolha, ficámos a pensar que o pato que o “Furriel Miliciano” matou, sem tirar o cigarro feito à mão da boca, cigarro esse que apesar de encurrilhado, na nossa mente, também nos parecia redondo, pensando que o pato morto com o tiro certeiro, não rodará mais, mas fará rodar os membros de quem o comer, e de repente, colocando de novo a mão na cara, ficámos por segundos a pensar e, volta-nos à ideia a nossa aldeia do Vale do Ninho D’Águia, quando éramos criança, nessa altura, também rodávamos numa roda em redor uns dos outros, esperando que o futuro nos rodeasse com os seus caprichos, quem sabe se foi graças à roda que se inventou a bola de futebol, e por falar em bola, lá ao fundo vem o “Trinta e Seis”, que é baixo e forte na estatura e, que no nosso pensamento, não vem a caminhar, vem a rebolar, pois também parece redondo como uma bola!. (we looked better at the barrel of empty wine in which we were sitting, the hoops were round too, the bunch in the middle was also round, like the cork, we thought that the duck that the “Furriel Miliciano” killed, without to take out the hand-made cigarette from the mouth, which, although curled in our mind, also seemed round to us, thinking that the dead duck with the right shot will not rotate anymore, but will cause the limbs to turn from eating it, and suddenly putting his hand back in his face, we stayed for seconds thinking, and our idea of the Vale do Ninho D’Águia back to the idea, when we were a child, at that time we also rode in a wheel around each other, hoping that the future would surround us with his whims, maybe it was thanks to the wheel that invented the soccer ball, and by speaking ball, deep in there comes the “Thirty Six”, which is low and strong in the stature and, in our thinking, does not come to walk, comes to shake, because it also seems round like a ball)!.

…já era demais, tínhamos que ir ver o “Pastilhas”, o tal cabo enfermeiro, pois já estávamos a ficar tontos e, ainda não tínhamos fumado nenhum cigarro feito à mão, e a pensar em tudo isto, levantámos a cabeça, reparando lá ao longe que o sol, também redondo, se estava a querer esconder, para dar lugar à lua, que nesta altura, também é redonda!. (it was too much, we had to go to see the “Pastilhas”, the nurse, because we were already getting dizzy and we had not smoked any handmade cigarette, and thinking about all this, we raised our heads, noticing in the distance that the sun, also round, was trying to hide, to give way to the moon, which at this point is round too)!.

…levantámo-nos, sacudimos a cabeça, começando a correr ao lado do “Curvas, alto e refilão”, tentando também empurrar a bicicleta, ao que ele resistiu, com os seus insultos habituias, dizendo:

– fora daqui, merda!. Isto é a minha bicicleta!.

(We got up, we shook our heads, starting to run alongside the “Curvas, high and complicative”, trying also to push the bicycle, to which he resisted, with his habitual insults, saying:

– Get out of here, shit! This is my bike)!.

Tony Borie, February 2018.

…New Orleans!

…New Orleans!

Nova Orleães!. (New Orleans)!.

…muitas pessoas, quando ouvem falar no estado da Louisiana, pensam um pouco e, logo exclamam:

– Hó, sim, Nova Orleães!.

…e nós dizemos, Nova Orleães, mais o “Bairro Francês”, que é designado por “French Quarter”, a culinária “Créole”, o Rio Mississippi, umas outras tantas atracções turísticas e, o pirata Jean Lafitte, que é uma figura de um tempo romântico e brutal que simplesmente faz parte do maravilhoso folclore do sul da Louisiana!.

(Many people, when they hear of the state of Louisiana, think a little and then exclaim:

– “Yes, yes, New Orleans!”

And we say, New Orleans, plus the “French Quarter”, the Créole cuisine, the Mississippi River, a few other tourist attractions, and the pirate Jean Lafitte, who is a figure of a romantic and brutal time that is simply part of the wonderful folklore of southern Louisiana)!.

…esta personagem, do pirata Jean Lafitte, ainda hoje ninguém sabe se foi um pirata ou um herói nacional, onde nasceu ou onde morreu, tudo isso permanece um mistério, no entanto continua sendo um dos nomes mais reconhecidos, quando se fala sobre figuras na história de Nova Orleães, e claro, da Louisiana!. (this character, from the pirate Jean Lafitte, still today nobody knows if it was a pirate or a national hero, where he was born or where he died, all this remains a mystery, nevertheless remains one of the most recognized, when talking about figures in the history of New Orleans, and of course, of Louisiana)!.

…nascido, em algum momento, entre 1770 e 1776, na França ou talvez no que é agora Tahiti, a sua primeira aparição foi em torno de 1804, quando a Louisiana se tornou parte dos Estados Unidos!. Logo em seguida, por volta do ano de 1807, entrou em vigor uma “Lei de Embargo”, proclamando que, nenhum navio americano poderia visitar portos estrangeiros, e claro, imediatamente começaram a aparecer as “estradas contrabandistas”, com muitos bens ilegais entrando nos portos da Louisiana e, Jean Lafitte aproveitou a situação, trabalhando com seu irmão, num porto ilegítimo na Baía de Barataria, bem longe de uma base naval dos USA, traficando desenfreadamente contrabando despercebido!. Nova Orleães beneficiou do comércio livre e não tributado, as pessoas saudaram Jean Lafitte como um herói, mas para o governo dos USA, Jean Lafitte era um pirata criminoso! (born at some time between 1770 and 1776 in France or perhaps in what is now Tahiti, his first appearance was around 1804 when Louisiana became part of the United States!. Shortly thereafter, around 1807, a “Law of Embargo” came into effect, proclaiming that no American ship could visit foreign ports, and of course, immediately began to appear the “smuggling roads”, with many illegal goods entering in the ports of Louisiana, and Jean Lafitte took advantage of the situation, working with his brother, in an illegitimate port in Barataria Bay, far from a naval base of the USA, raffling unnoticed smuggling! New Orleans benefited from free and untaxed commerce, people hailed Jean Lafitte as a hero, but for the US government, Jean Lafitte was a criminal pirate)!.

…o seu negócio cresceu, com os seus corsários organizando embarques e venda de mercadorias contrabandeadas, mas Jean Lafitte queria mais, possuindo a sua frota de navios piratas, com capitão e tripulação treinadas, até que foi capturado um dos seu navios, em que a carga vendida em público, obteu um lucro fabuloso para a época, quase $20,000!. Todavia isso, foi um motivo para aprender melhor a maneira de enganar os oficiais navais!. (his business grew, with his corsairs arranging shipments and sales of contraband goods, but Jean Lafitte wanted more, owning his fleet of pirate ships, with captain and crew trained, until one of his ships was captured, in that the cargo sold in public, made a fabulous profit for the time, almost $ 20,000 !. However, this was a reason to learn better how to deceive naval officers)!.

…mas falemos daquilo que Jean Lafitte fez pela Louisiana, pois além de trazer coisas de luxo e não permitidas pela lei, foi fundamental para proteger os portos durante a Guerra de 1812, na Batalha de Nova Orleães, que fez do General Andrew Jackson um herói, mas foi Jean Lafitte quem, depois de não aceitar qualquer oferta dos Britânicos para capturar Nova Orleães, alinhou com o General Andrew Jackson, quando a sua frota de piratas foi capturada, oferecendo os seus serviços, usando os seus canhões, que tinha ao longo das margens, ajudando a derrotar os Britânicos, e claro, como bom pirata, negociou o perdão para as suas equipas de piratas!. (but let’s talk about what Jean Lafitte did for Louisiana, as well as bringing luxury and not allowed by law, was instrumental in protecting the ports during the War of 1812 at the Battle of New Orleans that made General Andrew Jackson a hero, but it was Jean Lafitte who, after not accepting any offer from the British to capture New Orleans, lined up with General Andrew Jackson, when his fleet of pirates was captured, offering his services, using his cannons, which he had along the banks, helping to defeat the British, and of course, as a good pirate, negotiated pardon for his teams of pirates)!.

…mas lá vem o ditado que diz, “Uma vez Pirata, sempre Pirata”!.

…depois de se tornar a si, ao seu irmão e aos seus homens livres, depressa se cansaram de uma vida normal, séria e correta, então decidiram mudar-se para a Ilha de Galveston, onde continuaram as suas típicas piratarias, nesta nova colónia de piratas chamada Campeche, sendo contratados pelos Espanhóis, para serem espiões durante a Guerra da Independência do México, continuando a ser ladrões e contrabandeando até à sua morte, que uns dizem que foi varrido por um furacão num dos seus navios, outros dizem que morreu de um ferimento numa batalha ao largo da costa das Honduras, havendo tambéns alguns que dizem que morreu de febre no México, em 1826, todavia uma coisa é muito clara, o legado do pirata Jean Lafitte vive, ainda nos dias de hoje!.

(but there comes the saying that says, “Once Pirate, always Pirate!”.

After becoming himself, his brother and his free men, they quickly grew weary of a normal, serious, and correct life, so they decided to move to Galveston Island, where they continued their typical pirates, in this new colony of pirates called Campeche, being hired by the Spaniards to be spies during the Mexican War of Independence, continuing to be thieves and smuggling until his death, some say he was swept by a hurricane on one of his ships, others say he died of a wound in a battle off the coast of Honduras, there are also some who say that he died of a fever in Mexico in 1826, but one thing is very clear, the legacy of the pirate Jean Lafitte lives, still today)!.

…o riso é um tranquilizante sem efeitos colaterais, portanto use-o regularmente, ou seja ria sempre que for possível e, aproveite esta, pois dizem que Nova Orleães, está assombrada!. Alguns até dizem que Nova Orleans é a cidade mais assombrada dos USA, pois entre outros, o fantasma do famoso pirata que talvez fosse francês, Jean Lafitte, passeia pelas ruas estreitas do “French Quarter”!. São os espíritos secretos da cidade, que passam despercebidos pelos turistas, que se deliciam passeando, às vezes com um copo de bebida numa mão, a máquina fotografica na outra, lembrando que esta cidade, fundada por volta do ano de 1718, por um tal Jean Baptiste le Moyne, que foi o governador da Colónia Francesa de Louisiana, que em homenagem a Filipe, Duque de Orleães, que na altura era o chefe de estado da França!. (laughter is a tranquilizer with no side effects, so use it regularly, or laugh whenever possible, and enjoy this, because say New Orleans, is haunted!. Some even say that New Orleans is the most haunted city in the USA, among others, the ghost of the famous, that maybe it was French pirate Jean Lafitte, stroll through the narrow streets of the French Quarter!. They are the secret spirits of the city, which go unnoticed by tourists, who delight in strolling, sometimes with a glass of drink in one hand, the photographic machine in the other, remembering that this city, founded around the year 1718, by one Jean Baptiste le Moyne, who was the governor of the French Colony of Louisiana, who in honor of Philip, Duke of Orleans, who at the time was the head of state of France)!.

…o Bairro Francês, “French Quarter” em inglês, onde existem também placas de sinalização dizendo “Vieux Carré” em francês é, a designação dada ao bairro central da cidade de Nova Orleães, uma zona caracterizada pela sua arquitectura histórica de inspiração francesa e espanhola!. (the French Quarter, in which there are also signs signaling “Vieux Carré” in French is the name given to the central district of the city of New Orleans, an area characterized by its historic architecture of inspiration French and Spanish)!.

…marcada pela exuberância das suas varandas em ferro forjado!. (marked by the exuberance of its wrought iron balconies)!.

…pela intensidade da sua vida nocturna, existência de numerosos estabelecimentos de diversão, restaurantes, com uma culinária assente na cultura “Créole”, que se refere aos imigrantes brancos e negros que vieram para a Louisiana, das colónias francesas nas Antilhas, a Martinica e o Haiti, que chegaram no século XVIII!. (by the intensity of its nightlife, the existence of numerous establishments of entertainment, restaurants, with a cuisine based on the “Créole” culture, which refers to the white and black immigrants who came to Louisiana, to the French colonies in the West Indies, to Martinique and Haiti, which arrived in the eighteenth century)!.

…e, aos índios e brancos nativos que sofreram a sua influência!. (and to native Indians and whites who suffered their influence)!.

…nesta culinária, estão pontos marcantes dessa influência, como o uso de condimentos fortes, frutos do mar e, a incorporação de elementos usados pelos colonizadores espanhóis ou franceses, como o presunto, que entre outras legou para o mundo a “jambalaya”, prato à base de camarão, linguiça e arroz, preparado ao estilo da “paella espanhola”!. (in this cuisine, are marked points of this influence, such as the use of strong condiments, seafood and the incorporation of elements used by Spanish or French colonizers, such as ham, which among others bequeathed the world to “jambalaya”, dish based on shrimp, sausage and rice, prepared in the style of the “Spanish paella”)!.

…a cultura “Cajun”, provém dos franceses brancos católicos, que colonizaram a Nova Escócia, no Canadá, então chamada Acádia, daí apropriado para “Cajun”, no século XVII, que migraram para Louisiana, vindo a estabelecer-se em Nova Orleães, no século XVIII, devido a perseguições religiosas e políticas, em decorrência da guerra entre Inglaterra e França!. (the “Cajun” culture, comes from the white Catholic French, who colonized Nova Scotia in Canada, then called Acadia, then appropriate to “Cajun” in the seventeenth century, who migrated to Louisiana and settled in New Orleans, in the eighteenth century, due to religious and political persecution, as a result of the war between England and France)!.

…esta área do “French Quarter”, tem alguns dias do ano que não dorme, com destaque para exibições musicais, desfiles, espectáculos ao ar livre, onde as pessoas tentam divertir-se, aproveitando o ambiente de festa de rua, que se estende por uma distância de aproximadamente doze quarteirões, ao longo do Rio Mississippi, sendo um destino turístico mundialmente famoso graças sobretudo aos vários festivais!. (this area of the French Quarter, has a few days of the year that does not sleep, with highlights for musical exhibitions, parades, outdoor shows, where people try to have fun, enjoying the street party atmosphere, which stretches over a distance of about twelve blocks along the Mississippi River, being a world-famous tourist destination thanks mainly to the various festivals)!.

…nós, também andámos por lá, divertindo-nos, tentando passar despercebidos, pelo menos para que o fantasma do Pirata Jean Lafitte, não desse por nós, fomos vendo os vários cognomes, com que descrevem as diversas características da cidade, tais como, “The Crescente City”, que descreve o seu formato ao longo do Rio Mississippi!. (we also went there, amusing ourselves, trying to go unnoticed, at least for the ghost of the Pirate Jean Lafitte, did not give us, we were seeing the various cognomes, which describe the various characteristics of the city, such such as “The Crescent City,” which describes its shape along the Mississippi River)!.

…”The Big Easy”, uma referência feita por músicos, graças à relativa facilidade de encontrar emprego na cidade!. (“The Big Easy,” a reference made by musicians, thanks to the relative ease of finding employment in the city)!.

…ou “The City that Care Forgot”, associada com a natureza amistosa dos habitantes na cidade e, o lema de Nova Orleães é, “Laissez les bons temps rouler”, ou seja, “Deixe os bons tempos rolarem!. (or “The City That Care Forgot” associated with the friendly nature of the inhabitants in the city, and the motto of New Orleans is, “Laissez les bons temps rouler”, that is, “Let the good times roll)!.

…esta cidade é também conhecida pelo seu legado multicultural, com influências culturais Francesas, Espanholas e Afro-Americanas, tal como pela sua música e pela sua culinária, onde nós, entrando em alguns restaurantes, saímos tal como entrámos, pois ainda hoje não sabemos se o fantasma do Pirata Jean Lafitte alterou o preço das ementas, pois não estava de acordo com a nossa situação financeira, mas sempre deu para encontrar um lugar onde podemos comer, Feijão Vermelho e Arroz!. (this city is also known for its multicultural legacy, with French, Spanish and African American cultural influences, as well as for its music and cuisine, where we, entering some restaurants, leave as we entered, because even today we do not know if the ghost of Pirate Jean Lafitte changed the price of the menus because it was not in accordance with our financial situation, but we always found a place where we can eat Red Beans and Rice)!.

…e Camarão Créole, que diziam era, tudo ao estilo “Créole”!. (and Shrimp Creole, what they said was, all in style “Créole”)!.

…milhares de anos antes da chegada dos primeiros Europeus, já por aqui viviam nativos americanos, como os Chicksaw, os Choctaw ou os Natchez, onde um aventureiro explorador, de nome René-Robert Cavelier, que havia partido de Quebeque em direcção aos Grandes Lagos e, de lá, partiu para a região próxima à nascente do Rio Mississippi e, após ter descido todo o rio, reivindicou muito da bacia hidrográfica do Mississippi à coroa Francesa!. O local foi escolhido onde hoje existe a cidade de Nova Orleães, por causa de duas características, que eram o seu inusitado relevo relativamente alto em uma região de muita baixa altitude, vulnerável a enchentes e inundações e, por estar próximo a um posto comercial francês, onde comerciantes faziam diversas trocas comerciais com indígenas, e também uma estrada indígena que por aqui existia!. (thousands of years before the arrival of the first Europeans, Native Americans such as the Chicksaw, the Choctaw, or the Natchez lived here, where an exploratory adventurer René-Robert Cavelier, who had left Quebec in the Great Lakes, and from there he set out for the region near the source of the Mississippi River, and after having descended the whole river, claimed much of the watershed of the Mississippi to the French crown!. The site was chosen where today the city of New Orleans exists, because of two characteristics, which were its unusual relatively high relief in a region of very low altitude, vulnerable to floods and floods and, being close to a French commercial post , where merchants made several commercial exchanges with Indians, and also an indigenous road that existed here)!.

…depois, muitos anos, algumas lutas, tratados e negociações, onde muita água passou pelo Rio Mississippi, em direcção ao Golfo do México, até por volta de 1805, quando a bandeira Francesa e a Espanhola, foram substituídas pela bandeira Americana, quando Nova Orleães foi elevada à categoria de cidade primária, onde a Louisiana se tornou num Estado dos Estados Unidos, por volta do ano de 1812!. (after many years, some fights, treaties and negotiations, where much water passed by the Mississippi River, towards the Gulf of Mexico, until around 1805, when the French and Spanish flag were replaced by the American flag, when New Orleans was elevated to the category of primary city, where Louisiana became a state of the United States, around the year 1812)!.

…caminhámos ao lado do Rio Mississippi, onde um pintor de rua, nos fez um retrato do nosso rosto!. (we walked alongside the Mississippi River, where a street painter, made us a portrait of our face)!.

…vimos os barcos na água, no entanto disseram-nos que a cidade está localizada abaixo do nível do mar e, por causa disso, a cidade é cercada por diques, ou seja represas ou açudes, que são uma obra de engenharia hidráulica com a finalidade de manter determinadas áreas secas através do represamento de águas correntes e, nós ainda não sabemos se o fantasma do Pirata Jean Lafitte nos protegeu, porque regressámos à estrada rápida número 10, em direcção ao estado da Flórida com os pés secos!. (we saw the boats in the water, however we were told that the city is located below sea level and, because of this, the city is surrounded by dikes, ie dams or dams, which are a work of hydraulic engineering with the purpose of keeping certain areas dry through the damming of running water, and we still do not know if the ghost of the Pirate Jean Lafitte protected us, because we returned to the fast road number 10, towards the state of Florida with dry feet)!.

Tony Borie, February 2018.

…died the “Zé Pesca”, on the Island of Como!.

…died the “Zé Pesca”, on the Island of Como!.

…morreu o “Zé Pesca”, na Ilha do Como!.
(Died the “Zé Pesca”, on the Island of Como)!

…hoje vamos falar de um episódio que nos anda “atravessado” há muitos anos!. Quando começamos a trazê-lo para o papel, escrevemos umas tantas linhas, depois, colocamos tudo de parte, a emoção toma conta de nós, é mais forte, o corpo, a alma, o espírito, a crença na própria vida, foram-nos roubados pela nossa passagem por aquela maldita Guerra Colonial Portuguesa, em África!. O maldito som do “catra-pum-pum-pum”, começa a zumbir nos ouvidos, parece que vamos fugir para o nosso abrigo preferido, a que chamáva-mos “Olossato”, por termos visto este tipo de abrigos pela primeira vez, no aquartelamento improvisado, que naquela altura existia naquela remota povoação do interior da então Guiné Portuguesa!. (Today let’s talk about an episode that has been “crossed” for many years! When we begin to bring it to the paper, we write a few lines, then we put everything aside, the emotion takes over us, it is stronger, the body, the soul, the spirit, the belief in our own life, robbed us of our passage through that bloody Portuguese Colonial War in Africa!. The damn sound of the “catra-pum-pum-pum”, begins to ring in the ears, it seems that we are going to escape to our preferred shelter, we called “Olossato”, for having seen this type of shelter for the first time, in the improvised barracks, which at that time existed in that remote village in the interior of then Portuguese Guinea)!.

…a maldição de um militar combatente, é que nunca esquece!. Uma vez que sentimos o perigo mortal, o horror puro, o medo, num campo de batalha, ficamos marcados para o resto da vida, tal como se fosse uma bala cravado no corpo, que a equipa médica retirou, mas só a parte física, pois essa bala continua lá dentro, no local mais sensível, onde nos continua a doer, ao mais leve toque!. (the curse of a military combatant, is that he never forgets!. Once we felt the mortal danger, the pure horror, the fear, on a battlefield, we were marked for the rest of our lives, as if it were a bullet in the body that the medical team removed, but only the physical part, because this bullet is still inside, in the most sensitive place, where it continues to hurt us, at the slightest touch)!.

…é impossível esquecer as nossas experiências na guerra e, aquilo que nos ajudou a sobreviver lá, agora, já lá vão mais de cinquenta anos, não funciona muito bem na nossa normal vida, no entanto ainda vai sendo possível lidar com tudo isto positivamente, vamos assumindo o control do pensamento, exalando alguma energia positiva, pelo menos contando estas experiências, para que pelo menos a juventude, compreendam e nunca tentem começar ou viver uma qualquer guerra, por mais pequena que seja, aliás, não existem guerras pequenas, todas são horriveis e mortíferas!. (it is impossible to forget our experiences in the war, and what helped us to survive there, now, more than fifty years ago, does not work very well in our normal life, nevertheless it is still possible to deal with all this positively, we take control of the thought, exhaling some positive energy, at least counting these experiences, so that at least the youth, understand and never try to start or live any war, no matter how small, there are no small wars, all are horrible and deadly)!.

…bem, vamos começar com a história, na tentativa de transformar a nossa dor em qualquer coisa de bom para outra pessoa, pois o nosso pensamento vai voltar à então Província Colonial da Guiné Portuguesa, onde nos aparece o “Zé Pesca”, que era um soldado pára-quedista, do mesmo grupo de combate do nosso companheiro de infância, “Zargo”, também combatente lá, no mesmo cenário de guerra, que um certo dia, nos apresentou o “Zé Pesca”, numa ida nossa no carro dos doentes a uma consulta ao hospital de Bissau, onde ficámos dois dias, convivendo, no aquartelamento da companhia de pára-quedistas, onde se fez uma tremenda “patuscada”, que meteu a culinária local, “Fula, Balanta ou Mandinga”, não sabemos ao certo, onde não faltavam ameijoas, ostras e até camarão, cozinhados numa fogueira no chão, onde entre todos, se bebeu um barril com vinho e, para não ficarem vestígios, queimou-se o barril!. (Well, let’s start with the story, in an attempt to turn our pain into something good for another person, because our thoughts will return to the then Colonial Province of Guinea- Portuguese, where we see the “Zé Pesca” who was a paratrooper soldier, from the same combat group of our childhood friend, “Zargo”, also a combatant there, in the same scenario of war that one day presented us with “Zé Pesca”, where we went in car of the patients to a consultation to the hospital of Bissau, where we stayed two days, living in the barracks of the parachute company, where there was a tremendous “party”, who introduced the local cuisine, “Fula, Balanta or Mandinga” we do not know for sure, where there were plenty of clams, oysters and even shrimp, cooked on a campfire on the floor, where everyone drank a barrel with wine and, to keep no trace, the barrel was burned!

…o “Zé Pesca”, era um lutador, um combatente que sempre arriscou a sua vida em combate defendendo os seus companheiros e, tinha um corpo de atleta, com a sua boina verde sempre de lado, onde por vezes, nem se lhe conseguia ver os olhos!. Os seus pais eram agricultores na região do Ribatejo, em Portugal, às vezes dizia para quem o quizesse ouvir:

– não gosto da Guiné, aqui não há cavalos!.

…tinha ingressado no corpo de pára-quedistas, impressionado pela farda e, onde lhe diziam que a alimentação era excelente!.

(The “Zé Pesca”, was a fighter, a fighter who always risked his life in combat defending his companions and, had an athlete’s body, with his green beret always on his side, where sometimes, nor even I could see his eyes! His parents were farmers in the Ribatejo region of Portugal, sometimes he would say to anyone who wanted to hear him:

– I do not like Guinea, there are no horses here!

Had entered the corps of parachutists, impressed by the uniform and where they told him that the food was excellent)!.

…o depoimento seguinte, foi-nos explicado pelo “Zargo”, uns tempos depois, quando nos encontrámos de novo, vendo a sua ausência, por ele perguntá-mos. Aqui, com alguma angústia, parando de falar algumas vezes, o “Zargo” ia explicando alguns pormenores:

– estávamos ali já há algumas horas, esperando a oportunidade para começar uma operação de destruição de um acampamento inimigo, era um “golpe de mão”, (que na linguagem militar, era um ataque com armas brancas), portanto fazendo o menor ruído possível, cobertos com a típica capa camuflada impermeável, já com muitos buracos, portanto molhados por uma chuva miudinha e, se não fosse a chuva, era a humidade que naquela altura se fazia sentir!.

(The following testimony was explained to us by the “Zargo,” some time later, when we met again, seeing his absence, we asked him. Here, with some anguish, stopping to speak a few times, “Zargo” was explaining some details:

– we were there a few hours ago, waiting for the opportunity to start an operation to destroy an enemy camp, it was a “hand-strike” (which in military language was a white-blasted attack), therefore making as little noise as possible, covered with the typical waterproof camouflage cover, already with many holes, therefore wet with a small rain and, if it were not the rain, it was the humidity that at that time was felt)!.

…e o “Zargo”, prosseguiu:

– ainda era noite quando saímos do aquartelamento onde estávamos acantonados, todos bebemos café, não sabíamos se estávamos sobre influência, mas estávamos nervosos, queríamos acção, passou um grupo inimigo de guerrilheiros perto, mas ainda não era o momento para intervir, pois em caso de disparar-mos qualquer arma, havia ruído e todos os movimentos seguintes seriam denunciados!.

(And “Zargo,” he went on:

– it was still night when we left the barracks where we were quarters, we all drank coffee, we did not know if we were on influence, but we were nervous, we wanted action, passed an enemy group of guerillas near, but it was not yet the moment to intervene, because in case to shoot any weapon, there was noise and all subsequent movements would be denounced)!.

…o “Zargo”, limpando o rosto e olhos de algumas lágrimas, prosseguiu:

– o “Zé Pesca”, já aí queria intervir, nós, a custo segurámo-lo, fomos avançando, já próximo do objectivo, não esperou por ninguém ou por qualquer ordem, avançou sózinho, na frente, gritando frazes obscenas, próprias de um guerreiro em fúria, talvez amaldiçoando a sua própria alma, onde nós, aterrorizados com aquele gesto suicida, talvez heróico, nunca soubemos, ouvimos a metralhadora inimiga, a tal a que nós chamávamos “costureirinha”, fazendo soar o seu maldito som, do “catra-pum-pum-pum-pum”, que atingiu o “Zé Pesca”, fazendo o seu corpo, rodopiar em zig-zague, caindo uns metros à frente, encolhido, crivado de balas!.

(The “Zargo”, wiping his face and eyes with a few tears, continued:

– The “Zé Pesca”, already wanted to intervene, we, at the cost insured it, we were advancing, already close to the objective, did not wait for anyone or any order, walked alone in the front, shouting obscene frazes, warrior in fury, perhaps cursing his own soul, where we, terrified by that suicidal gesture, perhaps heroic, we never knew, we heard the enemy machine-gun, the one we called “seamstress”, sounding its damn sound, “catra-pum-pum-pum-pum”, which hit the “Zé Pesca”, making his body swivel zig-zag, falling a few meters ahead, shrunk, riddled with bullets)!.

…o “Zé Pesca”, foi mais um, que morreu ao serviço do seu País, naquela maldita Guerra Colonial Portuguesa, onde muitos ficaram feridos, cujas feridas físicas são as mais fáceis de curar, mas as mentais, emocionais, do pensamento constante, enfim, da nossa alma, essas nunca mais vão sair do corpo de um ser humano, ainda jovem, que viveu num cenário de guerra!. (The “Zé Pesca”, was one more, who died in the service of his Country, in that damned Portuguese Colonial War, where many were injured, whose physical wounds are the easiest to cure, but the mental, emotional, constant, finally, of our soul, these will never leave the body of a human being, still young, who lived in a scenario of war)!.

…a operação da destruição da base inimiga, desenrolou-se, destruindo-se muito material de guerra, onde faziam parte algumas “costureirinhas”, que eram umas metralhadoras ligeiras, que também se podiam usar em cima de um tripé com duas rodas em ferro, sendo transportadas para a zona de combate e usadas em emboscadas, principalmente onde havia capim, faziam fogo muito rasteiro, com uma cadência de tiro, cujo som as identificavam e, quase sempre no final de qualquer emboscada, talvez desesperados, em fuga ou preocupando-se com os seus mortos ou feridos, os guerrilheiros, abandonavam o seu tripé!. (The operation of the destruction of the enemy’s base was unraveled, destroying a lot of war material, where some “seamstresses”, which were light machine guns, could also be used on a tripod with two wheels in iron, being transported to the combat zone and used in ambushes, mainly where there was grass, they made very low fire, with a cadence of shot, whose sound identified them and, almost always at the end of any ambush, perhaps desperate, in flight or worrying about their dead or wounded, the guerrillas, abandoned their tripod)!.

…já era manhã alta, quando no regresso até ao lugar onde deviam de ser recolhidos, transportaram o corpo do “Zé Pesca”, embrulhado num camuflado com marcas do seu sangue, onde também, para sua protecção vinham algumas guerrilheiras, feitas prisioneiras, pois deste modo, desencoraja os guerrilheiros de um possível ataque, cuja tarefa em combate, era o ser transportadoras de material de guerra, vinham amarradas pelas mãos, umas às outras, sendo libertadas, após os helicópteros evacuarem daquele cenário, o já referido grupo de combate.
(It was already high morning when, on their return to the place where they were to be taken, they transported the body of “Zé Pesca”, wrapped in a camouflage with marks of its blood, where also, for its protection came some guerrilla women, prisoners, thus discouraging the guerrillas from a possible attack, whose task in combat was to be carriers of war material, were tied by the hands, to each other, being released, after the helicopters evacuate from that scenario, the aforementioned group of combat)!.

…os irmãos de guerra respeitam-se e, alguns dias depois, os restantes membros daquele grupo de combate, olhavam uns para os outros e, diziam:

– morreu o “Zé Pesca”, na ilha do Como!.

(The war brothers respect each other, and a few days later the remaining members of that combat group looked at each other and said:

– Died the “Zé Pesca” on the island of Como)!.

…enquanto aquele grupo de combate, esteve naquele cenário de guerra, naquela então Província Colonial, a cama que pertenceu ao malogrado “Zé Pesca”, estava lá, feita com roupa limpa, ao lado dos seus companheiros, que antes de se deitarem, lhes davam as boas noites, dizendo:

– até um destes dias, “Zé Pesca”!.

(While that group of combat, was in that scene of war, in that then Colonial Province, the bed that belonged to the ill-fated “Zé Pesca”, was there, made with clean clothes, next to its companions, that before lying down, saying good night to them, saying:

– Until one of these days, “Zé Pesca”)!.

…oxalá Portugal, respeitasse os seus combatentes, como estes militares de acção, respeitavam um companheiro morto em combate, pois é dos livros, que:

“Nação que não respeita o seu passado, não pode ter um bom futuro”!.

(Portugal, respect their fighters, like these soldiers of action, respected a comrade killed in combat, because it is from the books that:

“Nation that does not respect its past, can not have a good future”!.

Tony Borie, February 2018.

…Arches National Park!

…Arches National Park!

…Parque Nacional dos Arcos! (Arches National Park)!

…nós, os que actualmente vivemos no planeta Terra, conhecemos a história contado por historiadores, do que decorreu entre o século XV e o início do século XVII, durante o qual, inicialmente os Portugueses, depois os Espanhóis e, posteriormente, alguns países europeus, exploraram intensivamente o globo terrestre em busca de novas rotas de comércio, onde os historiadores normalmente se referem à “era dos descobrimentos”!. (we who live on planet Earth know the story told by historians, from the fifteenth century to the early seventeenth century, during which the Portuguese, then the Spaniards and later some countries Europeans have intensively explored the globe in search of new trade routes, where historians usually refer to the “era of discoveries”)!.

…com as tais explorações marítimas pioneiras realizadas pelos Portugueses e Espanhóis, que estabeleceram relações com a África, América e Ásia, em busca de uma rota alternativa para as “Índias”, movidos pelo comércio de ouro, prata e especiarias!. (with such pioneering maritime explorations carried out by the Portuguese and Spanish, who established relations with Africa, America, and Asia, in search of an alternative route to the “Indies”, moved by the commerce of gold, silver and spices)!.

…essa “era dos descobrimentos”, onde se destacaram os exploradores, Cristóvão Colombo, pela descoberta da América, Vasco da Gama, pelo caminho marítimo para a Índia, Pedro Álvares Cabral, Bartolomeu Dias, Américo Vespúcio, John Cabot, Fernão de Magalhães, James Cook e muitos outros, marcou a passagem do feudalismo da “Idade Média” para a “Idade Moderna”, onde durante este processo, os Europeus encontraram e documentaram povos e terras nunca antes vistas!. Tudo isto foi um importante motor, para o início da modernidade, estimulando a pesquisa científica e intelectual, onde essa expansão europeia levou ao contacto entre o “Velho” e o “Novo Mundo”!. (This was the “era of discoveries”, where the explorers, Christopher Columbus, for the discovery of America, Vasco da Gama, along the maritime route to India, Pedro Álvares Cabral, Bartolomeu Dias, Amerigo Vespucci, John Cabot, Magellan, James Cook and many others, marked the transition from feudalism of the “Middle Ages” to the “Modern Age”, where during this process, Europeans found and documented peoples and lands never seen before! All this was an important engine for the beginning of modernity, stimulating scientific and intellectual research, where this European expansion led to the contact between the “Old” and “New World” !.

…esta a razão porquê, aqui onde vivemos, no continente Americano, podemos ver estados, cidades, aldeias, montanhas e rios, com nomes de origem Espanhola ou Portuguesa, como por exemplo a cordilheira de Montanhas de La Sal, que estão localizadas nos condados de Grande e San Juan, no estado do Utah, ao longo da fronteira Utah/Colorado, um pouco acima e a sudeste da cidade de Moab e ao norte da cidade de La Sal, que chegam a atingir 12,721 pés (3.777 m) acima do nível do mar, intervaladas por três grupos de picos, onde em outros tempos os Espanhóis por aqui passaram, dando-lhe o nome de “Sierra La Sal”, que significa “Montanhas Salgadas”, ficando a ser um marco muito significativo para passagem da “Trilha Espanhola”!. (This is the reason why we can see states, cities, villages, mountains and rivers with names of Spanish or Portuguese origin, such as the La Sal Mountains range, which are located in the American continent, in the counties of Grand and San Juan, in the state of Utah, along the border Utah / Colorado, a little above and to the southeast of the city of Moab and to the north of the city of La Sal, that arrive to reach 12,721 feet (3,777 m) above sea level, interspersed by three groups of peaks, where in other times the Spaniards passed by, giving it the name of “Sierra La Sal”, which means “Salt Mountains”, being a very significant landmark for passage of the “Spanish Trail”)!.

…que era uma rota comercial histórica, que conectava os assentamentos do norte, do hoje estado de Novo México, muito perto da cidade de Santa Fé, com os da cidade de Los Angeles, no também hoje, estado da Califórnia!. (that it was a historic commercial route that connected the settlements of the north, of the present state of New Mexico, very close to the city of Santa Fe, with those of the city of Los Angeles, in the now also, state of California !.

…o seu percurso tem aproximadamente 700 milhas (1.100 km), que atravessam áreas de altas montanhas, desertos áridos e ravinas profundas!. (Its route is approximately 700 miles (1,100 km), which cross areas of high mountains, arid deserts and deep canyons)!.

…a Old Spanish Trail, é considerada uma das mais árduas de todas as rotas comerciais já estabelecidas nos USA, explorada em parte, por exploradores Espanhóis já no final do século dezasseis, todavia esta rota viu o seu uso extensivo por caravanas de carros puxados por animais, pelos imigrantes que se deslocavam para oeste, por altura do ano de 1830 até meados da década de 1850!. (the Old Spanish Trail, is considered one of the most arduous of all commercial routes already established in the USA, explored in part by Spanish explorers as early as the late sixteenth century, but this route saw its extensive use by car caravans drawn by animals, by the immigrants who moved to the west, by the time of the year 1830 until the mid-1850s)!.

…podíamos ver estas montanhas, ainda com alguma neve nos seus picos, lá ao longe, embora fosse época de verão, fosse ainda manhã, com a termómetro na nossa viatura, a marcar 86ºF!. Levávamos água e roupas leves, pois o nosso destino era a região do deserto do “Moab”, mais própriamente o “Arches Nacional Park”, que fica situado a leste do estado do Utah, adjacente ao Rio Colorado, onde existem mais de 2.000 arcos de arenito natural!. (we could see these mountains, still with some snow in their peaks, in the distance, although it was summer season, it was still morning, with the thermometer in our vehicle, to mark 86ºF !. We took water and light clothing, as our destination was the Moab desert region, most notably the “Arches National Park,” which is situated to the east of the Utah state, adjacent to the Colorado River, where there are more than 2,000 arches natural sandstone)!.

…incluindo o mundialmente famoso “Delicated Arch”, além de uma variedade de recursos e formações geológicas únicas, que contém a maior densidade de arcos naturais do mundo!. (including the world famous “Delicated Arch”, plus a variety of features and unique geological formations, containing the highest density of natural arches in the world)!.

…o Centro de Informação, é na base das montanhas de arenito natural, podemos viajar de veículo, por todo o parque, parando aqui e ali, ou só nos pontos mais importantes, a estrada, embora estreita, tem alguma segurança, com subidas, precipícios, descidas algo assustadoras mas, o cenário compensa!. (the Information Center, it is at the base of the mountains of natural sandstone, we can travel by vehicle, all over the park, stopping here and there, or only in the most important points, the road, although narrow, has some security, with climbs, precipices, descents something frightening but, the scenery pays)!.

…em uma extensão de 76.679 acres (119.811 milhas quadradas, 31.031 ha, 310.31 km2) de alto deserto, localizado no Planalto do Colorado, sendo a sua elevação mais alta de 5.653 pés (1.723 m), que é na área da “Colina do Elefante”, e a sua menor elevação é de 4.085 pés (1.245 m), que é na área do Centro de Informação, sendo visitado por mais de um milhão de visitantes por ano!. (It has an extension of 76,679 acres (119,811 square miles, 31,031 ha, 310,31 km2) high desert, located on the Colorado Plateau, its highest elevation being 5,653 feet (1,723 m), which is in the “Elephant Bute”, and its lowest elevation is 4,085 feet (1,245 m), which is in the area of the Information Center, being visited by more than one million visitors per year)!.

…este parque é um paraíso, para quem como nós adora caminhar, pois são imensos os caminhos para percorrer e, dizem-nos que, provavelmente, esta região há cerca de 300 milhões de anos era mar, estava coberta de água salgada que, também provavelmente, foi evaporando, portanto hoje toda esta região está localizada, ou seja, “dorme sobre uma cama de sal evaporado subterrâneo”!. (this park is a paradise, for those of us who love to walk, because there are so many ways to go and, they say that probably this region there are about 300 million years ago was the sea, was covered with salt water that also probably was evaporating, so now this whole region is located, ie “sleeping over an underground evaporated salt bed”)!.

…que é a principal causa da formação dos seus arcos, torres, pedras equilibradas, barbatanas de arenito e monólitos erodidas nesta área. Esta “cama de sal” tem de milhares de metros de espessura em alguns lugares e foi depositado na “Bacia do Planalto do Colorado”, que é como chamam a esta área, há cerca de 300 milhões de anos, quando um qualquer mar, fluiu na região e, torno a dizer, provavelmente evaporou, como tentámos explicar no princípio!. (which is the main cause of the formation of the arches, towers, balanced rocks, sandstone fins and eroded monoliths in this area. This “salt bed” has thousands of meters thick in some places and was deposited in the “Colorado Plateau Basin”, which is how they call this area, there are about 300 million years, when any sea flowed in the region and around saying, probably evaporated, as we tried to explain in the beginning)!.

…de uma maneira ou de outra, em Abril de 1929 esta maravilhosa região foi proclamada pelo presidente Herbert Hoover, “Monumento Nacional” e, em Novembro de 1971, foi proclamado como “Parque Nacional”, tudo isto são pequenas curiosidades que ajudam a compreender a importância deste parque. (One way or another, in April 1929 this wonderful region was proclaimed by President Herbert Hoover, “National Monument” and in November 1971 was proclaimed as “National Park”, these are all small curiosities that help to understand the importance of this park)!.

…ainda ajudando mais a compreender a formação dos arcos que existem neste maravilhoso parque, as formações visíveis como o Arenito de Entrada de cor salmão, em que se formam a maioria dos arcos, e o Arenito Navajo, de cor clara, ao longo do tempo, a pouca água, pois o parque recebe em média 10 polegadas (250 mm) de chuva por ano, escorria para as fissuras, expandindo e pressionando a rocha circundante, quebrando-a aos pedaços, os ventos em seguida, limparam as partículas soltas, o vento e a chuva volta a atacar de novo, o material de cimentação foi cedendo e, aos pedaços foram caindo, onde em muitas áreas muito danificadas, colapsaram, mas em outras áreas, com um grau certo de dureza e equilíbrio, sobreviveram, apesar de algumas secções perdidas!. (further helping to understand the formation of the arches that exist in this wonderful park, the visible formations as the Salmon-colored Entry Sandstone, in which most of the arches form, and the light Navajo Sandstone along of the time, the little water, since the park receives on average 10 inches (250 mm) of rain a year, it flowed to the fissures, expanding and pressing the surrounding rock, breaking it to pieces, the winds then cleaned the particles loose, the wind and rain hit again, the cementing material subsided, and to pieces they fell, where in many badly damaged areas they collapsed, but in other areas, with a certain degree of hardness and balance, they survived , although some sections lost)!,

…tornaram-se em arcos, que hoje são famosos!.  (have become arches, which today are famous)!.

…voltando ao princípio deste texto, a história conta-nos, com a ajuda dos “Descobridores Europeus”, alguns pormenores do que decorreu do século XV para cá, o que decorreu antes, é fruto de uma pesquisa científica e intelectual, que talvez não ande longe da verdade, mas o que decorreu ao certo, cremos que ninguém saberá, mas este fenómeno, como é este Parque dos Arcos, possívelmente é uma “marca” do passado, que deixa-nos a pensar, como o planeta Terra é maravilhoso, fascinante e está cheio de segrêdos!. (returning to the beginning of this text, the story tells us, with the help of the “European Discoverers”, some details of what happened from the fifteenth century here, what happened before, is the result of scientific and intellectual research, which we may believe that no one will know, but this phenomenon, as it is this Park of the Arches, is possibly a “mark” of the past, which leaves us to think, as the planet Earth is wonderful, fascinating and full of secrets)!.

Tony Borie, February 2018.

…in war

…in war


…na guerra!. (in war)!.

…um dos maiores e mais terríveis flagelos que ainda hoje existe neste planeta que habitamos, é sem qualquer dúvida os conflitos armados, a que normalmente chamamos Guerra!. A história conta-nos que “ela” existiu e ainda existe, que “ela” é tão velha como a história, que “ela” destruiu gerações de seres humanos, que “ela” separou, por muitos ou poucos anos, famílias, amigos, mesmo povos que, antes “dela”, nada tinham uns contra os outros!. (one of the greatest and most terrible scourges that still exists today on this planet we inhabit, is without a doubt the armed conflicts, which we usually call War!. The story tells us that “it” existed and still exists, that “it” is as old as history, that “it” destroyed generations of human beings, that “it” separated, for many or a few years, families, friends, even people who, before “her”, had nothing against each other)!.


…a história que vamos contar hoje, é verdadeira, passou-se durante a nossa estadia forçada em combate, no tal aquartelamento, cercado de arame farpado, na então Província Colonial Portuguesa da Guiné, em África, cá vai!. (the story that we are going to tell today is true, it was during our forced stay in combat in the barracks, surrounded by barbed wire, in the then Portuguese Colonial Province of Guinea, in Africa, here)!.

…quase todos nós, naquela área do interior africano, tínhamos uma “lavadeira”, que era uma pessoa da aldeia, portanto africana, do sexo feminino, que lavava a roupa a troco de algum dinheiro!.

…até era costume dizer-se entre nós:

– a minha lavadeira é melhor do que a tua!.

…ainda hoje não sabemos em que termos isso se dizia, se nos referíamos ao físico com que o criador a dotou, ou se mesmo lavava a roupa melhor!.

(Almost all of us, in that area of the African interior, had a “washerwoman”, who was a village person, therefore African, female, who was washing clothes for some money!

It was even customary to say between us:

– My laundress is better than yours!.

Even today we do not know in what terms this was said, if we were referring to the physicist with which the creator endowed it, or if he even washed his clothes better)!.

…o “Meia Folha de Papel Selado”, pois era esse o seu nome de guerra, onde mais à frente vão saber porquê este nome, na Europa era oriundo de uma aldeia do interior de Portugal, próximo da raia com a Espanha, os seus familiares eram “contrabandistas”, era um militar rude e acostumado a “desavenças”, cremos até que não tinha amigos, andava por ali, quase sempre contrariado e, uma das razões era, que tinha um irmão, também mobilizado para o então Ultramar Português, para outra Província, que não era em África!. (the “Half Sheet of Sealed Paper”, because this was his name of war, where later on they will know why this name, in Europe came from a village in the hinterland of Portugal, near the line with Spain, his family were “smugglers,” he was a rude military man accustomed to “disagreements”, we believed until he had no friends, he walked around, almost always annoyed and, one reason was, that he had a brother, also mobilized for the then Overseas Portuguese, to another Province, which was not in Africa)!.

…pelas notícias que o irmão lhe mandava nos aerogramas, na Província onde se encontrava era um paraíso, era paz, boa comida, paisagens de sonho, as pessoas amáveis e, tinha duas namoradas!. Estava até a pensar ficar por lá quando acabasse o serviço militar, pois em Portugal, pelo menos na sua aldeia, a sobrevivência era rude e de lavoura, as raparigas, quase todas tinham bigode e algumas eram feias, mas ali, eram todas lindas e exóticas!. (by the news that his brother sent him on the airgrams, in the province where he was a paradise, it was peace, good food, dream landscapes, kind people and, had two girlfriends!. I was even thinking of staying there when the military service was over, because in Portugal, at least in their village, survival was rough and farming, the girls, almost all had mustaches and some were ugly, but there they were all beautiful and exotic)!.

…tanto bem lhe disse do tal Ultramar, que o “Meia Folha de Papel Selado”, mete um requerimento em meia folha de papel selado, (daí lhe veio o nome de guerra), para ir também para essa Província Colonial do Ultramar Português!. (as well told him of the Overseas, that the “Half Sheet of Sealed Paper”, inserts a request in half sheet of paper sealed, (hence its name of war), to also go to that Province of the Colonial of the Overseas Portuguese!.

…entretanto na então Província Colonial da Guiné, onde nós, na altura nos encontrávamos, a guerra de libertação desenvolve-se, cada vez havia mais conflitos, mais emboscadas, os guerrilheiros que lutavam pela liberdade do seu território, estavam em quase todo o terreno, já havia conflitos armados no sul, eram necessárias mais tropas, era urgente, para sustentar aquele conflito armado!. (Meanwhile in the then Colonial Province of Guinea, where we were at the time, the liberation war was developing, there were more and more conflicts, more ambushes, the guerrillas who fought for the freedom of their territory, were in almost all the land, there were already armed conflicts in the south, more troops were needed, it was urgent to sustain that armed conflict)!.

…tinham que vir reforços da Europa, assim todos os meses chegavam, bem ou mal preparados chegavam militares Europeus onde, quiz o destino, chegou o “Meia Folha de Papel Selado”!.  (there had to be reinforcements from Europe, so every month arrived, well or poorly prepared, European military arrived, where, as destiny, the “Half Sheet of Sealed Paper” arrived)!.

….deu logo nas vistas!. Andava contrariado e, dizia:

– Não era para aqui que queria vir, qualquer dia mato alguém!.

…além de andar contrariado, não acatava ordens, andava sempre sujo e com a mesma roupa, só comia quando queria e, muito pouco. Na sua maneira de estar por ali, era um pouco parecida com a do “Curvas, alto e refilão”, só que não comia, andava sujo e não mostrava ser violento!.

(Gave the sight! He was annoyed and said:

– I did not want to come here, I’ll kill someone sometime!.

(Besides being upset, he did not obey orders, he was always dirty and in the same clothes, he only ate when he wanted and very little. In his way of being there, it was a bit like “Curvas, high and complicative”, but he did not eat, he was dirty and he did not show himself to be violent)!.

…um dia, nós, cruzando-nos com ele, tentámos falar-lhe, ele, fica parado na nossa frente, todavia os seus olhos focam-se em diferente direcção, para baixo e para o lado, repete duas ou três vezes diferentes frases, sem qualquer senso, como por exemplo:

– Quero uma namorada bonita, eu não sou daqui!. Quem és tu, filho da puta!.

…dos seus lábios, ao pronunciar estas palavras, saía alguma saliva, como se fosse baba, a sua maneira de proceder não era normal!.

(One day, we, crossing him with him, tried to speak to him, he stands before us, yet his eyes focus in a different direction, down and to the side, repeats two or three times different phrases, without any sense, as for example:

– I want a beautiful girlfriend, I’m not from here!. Who are you, you son of a bitch!

From his lips, when he uttered these words, some saliva came out, as if it were drool, his manner of proceeding was not normal)!.

…no aquartelamento, eram só homens, combatentes solitários, havia por lá livros de romances baratos, fotos de nudez, geralmente mulheres nuas ou quase nuas, Africanas ou Europeias, que despertavam alguma curiosidade em alguns militares, pelo menos os que iam chegando, pois os antigos já não ligavam quase nada a essas fotos!. (in the barracks, it was only men, solitary fighters, there were books of cheap novels, photos of nudity, usually nude or almost naked women, African or European, that aroused some curiosity in some military, at least those who were arriving, because the ancients no longer attached much to these photos)!.

…nós, não sabemos, talvez ninguém saiba, o que passou pelo pensamento do “Meia Folha de Papel Selado” pois, quando um certo sábado, algumas raparigas naturais, que lavavam a roupa para os militares, vinham trazer essa mesma roupa, fazendo uma fila na entrada do aquartelamento, o “Meia Folha de Papel Selado”, dirige-se a uma dessas raparigas, das mais vistosas e, com atitude agressiva, agarrando-a pelos braços, diz-lhe mais ou menos estas palavras:

-Tu és a minha namorada e, vou ter sexo contigo!.

(We do not know, perhaps nobody knows, what happened to the thought of the “Half Sheet of Sealed Paper” because, when a certain Saturday, some natural girls, who washed their clothes for the military, they were to bring the same clothes, lining up at the entrance to the barracks, the “Half Sheet of Sealed Paper,” he went to one of the most showy girls and, with an aggressive attitude, tells you more or less these words:

-You’re my girlfriend and I’m going to have sex with you)!.

…a rapariga, começa a gritar desesperada, tentando livrar-se dele mas, o “Meia Folha de Papel Selado”, puxa de uma pistola que trazia consigo, disparando dois tiros, onde uma dessas balas atingiu a perna da bonita rapariga!. (the girl starts screaming desperately, trying to get rid of him, but the “Half Sheet of Sealed Paper” pulls from a pistol she carried with her, firing two shots, where one of those bullets hit the beautiful girl’s leg)!.

…como se nada tivesse acontecido, afasta-se e murmura, mais ou menos estas parlavras:

– Esta já morreu, era feia, agora vou arranjar outra, mas bonita!.

…foi desarmado e preso imediatamente, pelos militares que por ali se encontravam, não oferecendo qualquer resistência!.

(As if nothing had happened, he departs and murmurs, more or less these words:

– This one is dead, it was ugly, now I’m going to get another, but beautiful!.

Was disarmed and immediately arrested, by the military that were there, offering no resistance)!.

..o helicóptero veio evacuar a rapariga para o hospital da capital Província. Ele, ficou preso nessa noite no aquartelamento, de onde se ouviam risos e gargalhadas, parecendo vir do local onde estava, no dia seguinte, um grupo de combate veio traze-lo à capital, para ser evacuado para Portugal, onde ia ser julgado pelo crime que cometeu!. (the helicopter came to evacuate the girl to the hospital of the capital Province. He was trapped that night in the barracks, where they heard laughter and laughter, seeming to come from where he was, the next day a combat group came to bring him to the capital, to be evacuated to Portugal, where he was to be tried by crime he committed)!.

… alguns no aquartelamento diziam:

– É muito pouco tempo para o “Meia Folha de Papel Selado”, já estar “apanhado pelo clima”!.

…”apanhado pelo clima”, era uma expressão entre combatentes, que queria mais ou menos dizer, já estar com “stress de guerra” e, não ver aquilo que é normal um ser humano ver, com um pensamento claro, vivendo numa sociedade onde normalmente os princípios de família, ou o respeito pelo próximo, são das coisas mais importantes!.

(Some in the barracks said:

– There is very little time for the “Half Sheet of Sealed Paper”, already being “trapped by the weather”!.

“Caught by the climate”, was an expression between combatants, who wanted to say more or less, to be “warlike” and not see what it is normal for a human being to see, with a clear thought, living in a society where family principles, or respect for one’s neighbor, are usually of the most important things)!.

…a partir desse momento, ao sábado, as raparigas lavadeiras eram protegidas à entrada do aquartelamento, por uma secção de combate!. (from that moment, on Saturday, the girl laundresses were protected at the entrance of the barracks, by a section of combat)!.

…no início deste conflito, onde existia uma imprevista e traiçoeira guerra de guerrilha, a falta de treino e preparação dos militares Europeus, tanto psicológica como no terreno em combate, era constante!. Havia alguns militares que se excediam, depois de terem uma arma nas suas mãos, sob o seu controle e, onde alguns oficiais, abusavam da situação, batendo mesmo, espancando alguns militares de inferior posto!. (at the beginning of this conflict, where there was an unforeseen and treacherous guerrilla war, the lack of training and preparation of the European military, both psychological and on the ground in combat, was constant!. There were some military officers who, after having a gun in their hands, under their control, and where some officers abused the situation, beating themselves, beating some inferior military men)!.

…a linguagem e a falta de escola em alguns militares, fazia com que por vezes o ambiente no aquartelamento não fosse o mais recomendável, como por exemplo, um grupo de combate um dia trouxe até próximo do aquartelamento, para sua inteira protecção, um pequeno grupo de mulheres guerrilheiras, depois da sua acção em combate onde destruiram um acampamento inimigo, logo foram apelidados de o “Grupo de combate dos paneleiros”, por não terem tentado sexo com as guerrilheiras, no entanto outros, apelidaram este mesmo grupo de combate, como o “Grupo de combate das putas”, por as terem soltado, julgando esse grupo de mulheres guerrilheiras, como se defacto fossem prostitutas, não mostrando a mínima compaixão pelo sacrifício que mostravam essas pessoas, combatendo pela liberdade do seu território!. (the language and the lack of school in some military, sometimes made the environment in the barracks was not the most recommended, as for example, a combat group one day brought near the barracks, for their entire protection, a small group of women guerrillas, after their action in combat where they destroyed an enemy camp, soon they were nicknamed of the “Fighter group of fagots”, for not having tried sex with the women guerrillas, nevertheless others, nicknamed this same group of combat , as the “Whore-fighting Group”, for releasing them, judging this group of women guerrillas, as if they were prostitutes, showing no compassion for the sacrifice these people showed, fighting for the freedom of their territory)!.

…tudo isto acontecia num local de conflito, onde alguns militares, mal treinados, foram colocados numa frente de combate, sobre forte pressão nervosa, mal alimentados, sem assistência médica no local e, com falta de medicamentos de primeira necessidade, angustiados, mostrando por vezes não ser responsáveis pelos seus actos!. (all this happened in a place of conflict where some poorly trained soldiers were placed on a combat front, under heavy nervous pressure, poorly fed, without medical assistance at the scene and, in the absence of needy medicines, distressed, showing sometimes not being responsible for their acts)!.

…isto era uma verdade que nos trazia também angustiados, pensando muitas vezes, falando alto:

– Tantos jovens em idade de poderem usufruir dos melhores anos da sua vida, na companhia dos seus familiares, nas suas aldeias, beijar as suas namoradas, alguns já com esposa e filhos e, em lugar de todas essas coisas, que a vida nos proporciona nesta idade, estamos a milhares de quilómetros de distância, enterrados num conflito armado, que nada nos diz, dentro de um aquartelamento de chão vermelho, circundado de arame farpado, sempre em sobressalto, pois não vão os guerrilheiros atacar daqui a segundos e, os abrigos, alguns ainda estão cheios de água, pois estamos na época das chuvas!.

(This was a truth that also brought us anguish, thinking often, speaking loudly:

– So many young people of the age to be able to enjoy the best years of their lives, in the company of their families, in their villages, kiss their girlfriends, some with their spouses and children, and instead of all these things, at this age, we are thousands of miles away, buried in an armed conflict, which tells us nothing, inside a barrack of red ground, surrounded by barbed wire, always startled, for the guerrillas will not attack in seconds, and the shelters, some are still full of water, as we are in the rainy season)!.

Tony Borie, February 2018.

…red earth ground!

…red earth ground!


…chão de terra vermelha! (red earth ground)!

…o cenário do sol, refletido no chão de terra vermelha, da Guiné Africana na zona do Equador, naquele enclave, onde no mapa da África fica mais estreito, só por si, ia matando aos poucos o militar Europeu, que para ali tinha sido desterrado!. As noites, apesar dos frequentes ataques mortíferos feitos ao aquartelamento, era bem vindas, por serem mais frescas, onde os militares se consideravam um pouco “abandonados filhos da noite”!. (the setting of the sun, reflected in the red earth ground, of the African Guinea in the zone of Ecuador, in that enclave, where on the map of Africa is narrower, by itself, was gradually killing the European military that there had had been exiled!. The nights, in spite of the frequent deadly attacks made on the quartering, were welcome, because they were cooler, where the military considered themselves a little “abandoned sons of the night”)!

…o “Setubal”, cujo verdadeiro nome era Jeremias, tal como o “Curvas, alto e refilão”, que não acatava ordens e, todos diziam que devia de ser General, por actos de coragem e bravura, em zonas de combate, foram louvados pelo comando, em cerimónia a preceito, no centro do aquartelamento, debaixo da enorme árvore, que por sinal tinha sido baptizada com o nome de “Mangueiro do Setubal”, árvore de grande porte, onde na sua base existiam algumas gaiolas de macacos e piriquitos! (the “Setubal,” whose real name was Jeremiah, such as the “Curvas, high and complicative”, who did not obey orders, and all said that he must be General, for acts of courage and bravery in combat zones, were praised by command, in a ceremony to precept, in the center of the barracks, under the enormous tree, which by the way had been baptized with the name of “Mangueiro do Setubal”, a large tree, where at its base existed some cages of monkeys and parakeets)!.

…isto tudo na presença de todos os militares, seus companheiros. O “Setúbal”, foi só louvado, mas o “Curvas, alto e refilão”, foi louvado e agraciado com uma Medalha Cruz de Guerra, que o comandante do comando a que nós, o “Cifra” pertenciamos, lhe propôs e que devia de ter vindo receber a Lisboa, em Portugal, por altura dos festejos do dia 10 de Junho, (Dia Nacional), mas o “Curvas, alto e refilão”, recusou-se a vir a Portugal, dizendo:

– Não vou a Portugal, pois não tenho lá família, nem amigos, nem ninguém, toda a minha família e os meus amigos estão aqui, comigo e, quando eles forem, eu também vou!.

…era assim, o homem!.

(all this in the presence of all military, his companions. The “Setubal”, was only praised, but the “Curvas, high and complicative”, was praised and awarded a Cross Medal War, the commander of the command to which we, the “Cipher” belonged, offered him and he should have been receiving Lisbon, in Portugal, by the time of the festivities of day June 10, (National Day), but the “Curvas, high and complicative”, refused to come to Portugal, saying:

– No, I’m not going to Portugal because I’m not there family or friends, or anyone, all my family and my friends are here with me, and when they are, I will too!.

So, was the man)!.

…nesta cerimónia, o comandante falou durante algum tempo, com elogios constantes ao “Curvas, alto e refilão”, que o escutava contrariado, sempre a falar baixinho e, mais tarde, questionado por nós, o “Cifra”, sobre a expressão do seu rosto e o que estava a pensar e a murmurar, o “Curvas, alto e refilão”, disse-nos que pensava e murmurava, qualquer coisa como isto:

– Deixa-te lá de merdas, dá-me lá a medalha ou lá o que é!. Para mim, não adianta nem atraza, se fosse de ouro, que a podesse empenhar ou vender, ou mesmo em lugar da medalha me arranjasses um bom emprego, quando deixar esta miserável guerra, que podesse criar uma família, então sim, estavas a ajudar-me, pois eu sei que quando sair daqui, se sair vivo, vou continuar a ser um desgraçado, a carregar a caixa de engraxar sapatos e, enquanto limpo os sapatos, com o estômago quase sempre vazio, alguns pensando que são pessoas importantes, com o estômago cheio de bifes e outras iguarias, arrotam, cospem para o chão, às vezes acertam-me, mas se isso voltar a acontecer, vou matar um, lá isso vou, sei que vou voltar à cadeia, continuar sem família e desprezado por todos, talvez a única família que vou ter, é a caixa de engraxar sapatos!.

(In this ceremony, the commander spoke for some time, with constant compliments to the “Curvas, high and complicative”, which listened to him annoyed, always speaking softly, and later questioned by us, the “Cipher”, about the expression of his face and what he was thinking and murmuring, the “Curvas, high and complicative” told us that he thought and murmured, something like this:

– Give me the shit, give me the medal there or whatever! For me, if it were not gold, if it were gold, that you could commit or sell it, or even in the place of the medal, you could get me a good job, when I’m leave this miserable war that could raise a family, then yes, you were helping me, I know that when I get out of here, if I leave alive, I will continue to be a bastard, carrying the box of shoe shine and, while I clean my shoes, with the stomach almost always empty, some thinking they are important people, with a stomach full of steaks and other delicacies, belch, spit to the ground, sometimes hit me, but if this happens again, I’ll kill one, there I go, I know I’m going back to jail, still without family and despised by all, maybe the only family I will have is the shoebox)!.

…e nós, o Cifra, vimo-lo fechar os olhos um pouco, abrindo-os de novo, pestanejando, pois o sol batia-lhe na face, o tal cenário do sol reflectido no chão de terra vermelha, e ele, o “Curvas, alto e refilão”, disse que o seu pensamento não parava, quase que falava alto e murmurava qualquer coisa como isto:

– Anda lá comandante, dá-me lá a medalha, que estou cheio de sede, pois estou aqui a apanhar sol, sem necessidade!.

(and we, the “Cipher,” saw him close his eyes a little, opening them again, blinking, for the sun beat on his face, the scene of the sun reflected in the ground of red earth, and he, the “Curvas, high and complicative” he said that his thoughts did not stop, he almost spoke loudly and muttered something like this:

– Come on the commander, give me the medal there, I’m full of thirst, because I’m here to catch the sun, no need)!.

…o comandante, quando acabou os elogios, coloca-lhe a medalha no peito, que o “Curvas, alto e refilão” recebeu, mas sempre a falar baixinho, com uma cara de quem queria matar alguém!. Só se riu um pouco quando viu o “Trinta e Seis” a chegar junto dele e abraçá-lo e, logo lhe disse:

– Estou cheio de sede, temos que ir beber qualquer coisa, deixa eles continuarem, enquanto estão aqui todos reunidos, vamos à enfermaria roubar o frasco do álcool ao “Pastilhas”, para mais tarde misturamos com água e gelo e uma azeitona salgada, que o “Cifra” vai trazer da messe dos sargentos!.

(The commander, when the praise is over, puts his medal on the chest, the “Curvas, high and complicative” received, but always talking quietly with a guy who wanted to kill someone!. Only she laughed a little when he saw the “Thirty-Six” to get close to him and hug him, and then said:

– I am very thirsty, have to go have a drink, let them continue while they are here all together, we go to ward steal the bottle of alcohol to “Pastilhas” to later mix with water and ice and a salted olive, the “Cipher” will bring the harvest of the sergeants)!.

…em seguida, o comandante voltou de novo aos elogios, mas desta vez, ao “Setúbal” e, entre outras coisas diz:

– Homem bravo e com coragem, arriscou a vida para salvar os seus companheiros, debaixo de fogo, lutou, sem virar a cara às balas, bendita a nação que tem filhos destes, blá, blá, blá!.

(Then the captain turned back to praise, but this time, “Setubal”, among other things says:

– Brave and courageously man risked his life to save his comrades under fire, fought without turning to face the bullets, blessed the nation with these children, blah, blah, blah)!.

…o “Setúbal”, envergonhado com tantos elogios, olhava o “Cifra”, tentando piscar o olho e abanar a cabeça, em sinal de desconforto, ao mesmo tempo que pensava, pelo menos foi o que disse depois ao “Cifra”, qualquer coisa como isto:

– Nação que tem filhos destes, alto lá, pára lá com isso, eu sou filho da minha mãe, pelo menos era ela que me dava de comer e me criou, quando era pequeno!.

(The Setúbal, embarrassed by such praise, looked at the “Cipher”, trying to blink the eye and shook his head in sign of discomfort at the same time I thought, at least he said so after the “Cipher”, something like this:

– Nation that have children of these, high there, stop there with that, I am the son of my mother, at least it was she who gave me food and made me, as a child)!.

…quando o comandante acabou de falar, todos bateram palmas e, já com a cerimónia acabada, o “Setúbal”, tal como tinha antes combinado com o “Cifra”, depois de fazer a respectiva continência, pondo-se em posição de sentido, dirigiu-se ao comandante, na frente de todos, mais ou menos com estas palavras:

– Meu comandante, se me dá licença, com todo o respeito, queria pedir-lhe se podia ter como prémio, além de todos estes elogios, uma pequena licença de umas semanas e uma possível viagem a Portugal, nos aviões da Força Aérea!.

(When the commander had finished speaking, everyone clapped and already the finished ceremony, “Setubal”, as had previously combined with “Cipher”, after making their continence, putting up at attention, he went to the commander , in front of everyone, more or less in these words:

– My commander, if you’ll excuse me, with all due respect, I would ask him if he could have as a prize, in addition to all this praise, a small license a few weeks and a possible trip to Portugal, the Air Force planes)!.

…esses aviões por sinal andavam sempre cheios com as famílias de militares importantes, principalmente esposas. Era isto que interessava ao “Setúbal”, pois queria pedir a namorada em casamento, estar com ela e com os pais!. O comandante, na frente de todos, acedeu e, disse que ia pedir à Força Aérea um lugar e que quando houvesse vaga, lhe comunicaria!. (These planes by the way were always filled with families of important military, especially wives. That ‘s what mattered to “Setubal”, because he wanted to ask his girlfriend to marry him, to be with her and her parents!. The commander, in front of everyone, agreed, he said he would ask the Air Force and a place when there were vague, you communicate)!.

…que alegria! Passado umas semanas, o “Setúbal” pede ao “Cifra” para lhe cuidar do seu macaco e do periquito, pede-lhe umas calças e uma camisa, de roupa civil, que lhe ficavam a matar e que ao “Cifra” eram largas, com umas botas nos pés, que já conheciam o som do rebentamento de granadas de morteiro e de uma metralhadora e, tinham visto por diversas vezes a cor do sangue e de alguns mortos em combate, vem para Portugal!. (What a joy! After a few weeks, the Setúbal asks the “Cipher” for you take care of your monkey and parakeet, asks you some pants and a shirt, in civilian clothes, that you were killing and the “Cipher” were long, with some boots on the feet, who already knew the sound of bursting mortar grenades and a machine gun, and had seen several times the color of blood, some killed in action, come to Portugal)!.

…quando regressou ao cenário de guerra, no aquartelamento rodeado de arame farpado, em conversa normal, pois por muito tempo a conversa entre os dois era só a sua viagem a Portugal, que por vezes chegava a pormenores, em que o “Cifra” lhe dizia:

– Isso são coisas que só tu e a tua noiva devem saber, portanto cala-te!.

…mas ele às vezes insistia e talvez querendo desabafar, dizia:

– Mas a minha mãe desconfia, eu conheço-a e sei ler o seu pensamento, pelo menos na despedida no aeroporto, ela percebeu tudo!.

(When he returned to the scene of war, in the barracks surrounded by barbed wire, in normal conversation, as long the conversation between the two was only their trip to Portugal, which sometimes came to details, where “Cipher” told her:

– These are things that only you and your bride should know, so shut up!.

But he sometimes insisted and perhaps wanting to vent, saying:

– But my mother is suspicious, I know it and I can read his thoughts, at least at the farewell at the airport, she noticed everything)!.

…mas continuando com a história, disse ao “Cifra” que foi o último a entrar no avião e que viajou com o saco do exército, com alguns trapos, sempre em cima dos joelhos, pois o avião ia cheio com as tais pessoas importantes, principalmente senhoras, ia quase urinando nas calças, pois só teve oportunidade de ir uma vez ao quarto de banho, pois ia nos últimos lugares, e as senhoras, parece que combinadas, iam fumar, algumas, fumavam cigarros de cheiro agradável, arranjar o cabelo e as pinturas, e entregavam o quarto de banho, umas às outras!. (But continuing with the story told “Cipher) who was the last to board the plane and traveled with the army bag, with some rags, always on his knees, as the plane was filled with such important people, especially ladies, was almost peeing my pants because it only had the opportunity to go once to the bathroom because it was near the bottom, and the ladies, it seems that combined, were smoking, some, smoked cigarette smell nice, get her hair and paints and they gave the bathroom, each other)!.

…em Portugal, entre outras coisas, pediu a mão da namorada em casamento aos pais e talvez mais qualquer coisa, que ele às vezes queria confessar, mas o “Cifra” não lhe dava oportunidade de falar nesse assunto, fizeram uma grande festa, mostrou algumas fotografias, convive com a família e amigos, anda durante esse tempo, numa vida de herói e depois de fazer tudo o que entendia que devia de ser feito, vem para o aeroporto, com a namorada, que nessa altura já era noiva, a abraçá-lo, não o largando, beijando-o em tudo o que era face e não só, chorando e sempre que o beijava nos lábios, fazia-o comer alguma baba e ranho, mas era baba e ranho, com sabor a sal e de amor, disso tinha ele a certeza, prometendo-lhe sempre que o esperava, que não só ela, nas suas orações, também a Nossa Senhora de Fátima o iam proteger, pois o senhor Prior todos os domingos iria mencionar o seu nome e de outros combatentes na missa, na altura do Espírito Santo!. (In Portugal, among other things, sought the hand of the girl in marriage to the parents and maybe something else, he sometimes wanted to confess, but the “Cipher” gave him no opportunity to talk about it, have a great party, showed a few pictures, lives with family and friends, walks during that time, a living hero and after doing all that considered that it should be done, come to the airport with his girlfriend, who at that time was already engaged, to embrace him, not dropping, kissing him on all that was against, not just crying and when she kissed him on the lips, made him eat some drool and snot, but it was drool and snot, flavored with salt and love, that had he assured, promising him whenever hoped that not only she, in your prayers, also the Our Lady of Fatima were going to protect, for you Prior every Sunday would mention his name and other fighters at Mass, at the time of the Holy Spirit)!.

…quando ele já ia a caminho do avião, ela olha-o e, num último suspiro, quase que grita:

– Até breve meu amor, já sou tua e continuarei a ser!.

…a mãe do “Setúbal”, ao ouvir isto, não conteve um desabafo e quase em surdina, diz:

– Eu já sabia, minha grande puta!. Hai, que nem quero mencionar o nome que ia para dizer, que o Santíssimo que está no céu me perdoe e salve a minha alma!.

…mas logo em seguida, pega num lenço, que também servia de porta moedas, pois era lá que enrolava os seus míseros trocados, limpando os olhos chorosos, o nariz e a boca, retoma o seu pensamento e diz baixinho:

– Meu Deus, o que eu ia para dizer, pois ela vai ser a minha nora, mas a verdade é que é uma grande descarada, a mãe nunca teve mão nela, era só bailes e festas e, o meu filho todo contente atrás dela nem teve tempo para mim, pois na companhia dela sentia-se livre e andava sempre contente, porque lá na África andou sempre a dar o corpo às balas!. Andavam sempre juntos, oxalá não esteja prenha, mas se estiver, logo que a criança venha perfeita, é meio caminho andado e, logo que o meu filho, regresse vivo!.

(When he was about the way the plane, she looks at him and in a last breath, almost screaming:

– See you soon my love, as I am yours and I will continue to be!.

The mother of “Setubal”, on hearing this, did not contain an outburst, almost under his breath, he says:

– I knew, my big whore!. Oh, that not even want to mention the name was going to say, that Holy One who is in heaven forgive me and save my soul!.

But then, you take a handkerchief, which also served as a purse, for it was there that rolled its exchanged miserable, cleaning the tearful eyes, nose and mouth, takes up his thoughts and says softly:

– My God, I was going to say because it will be my daughter, but the truth is that it is a great brazen, the mother never had hand in it, it was just dances and parties, and my every child happy after her did not have time for me because in her company he felt free and was always happy because in Africa there always walked to give the body the bullets. Always went together, hopefully is not pregnant, but if it is, as soon as the child will perfect, is half done, and as soon as my son, come back alive)!.

…bem, mas continuando, a mãe, deu-lhe uma saca com alguma coisa para comer, do que ele guardou parte, para dar ao “Cifra” e, regressa ao cenário de guerra, com uns quilos a mais, uma cor de pele diferente, cheio de boas maneiras!.

…o “Curvas, alto e refilão”, na sua reles linguagem, dizia:

– O “Setúbal”, regressou um pouco “amaricado”!.

(Well, but still, his mother gave him a bag with something to eat, what he kept part to give the “Cipher” and returns to the theater of war, with a few extra kilos, a different skin color, full of politeness!.

The “Curves, high and complicative”, in its paltry language, saying:

– “Setubal”, returned a little “pussies”!.

…a primeira pessoa que vai ver, foi sem qualquer dúvida, nós, que éramos o “Cifra”!. Dá-nos um forte abraço e, puxando dum qualquer jornal que trazia consigo, diz:

– Oh pá, o teu comboio descarrilou, lê este jornal!.

..no jornal “Primeiro de Janeiro” vinha tudo explicado, com fotografia e tudo. O “Cifra”, imediatamente reconheceu a locomotiva, ao fundo da encosta, era a 1135, estava de lado e, duas carruagens a acompanharem-na pela encosta acima. O seu pai e alguns vizinhos, seus conhecidos, também estavam na fotografia. Nós o “Cifra”, passámos a mão pela fotografia do jornal, com os olhos fechados e o pensamento bem longe, pois o acidente ocorreu a umas centenas de metros da casa onde nasceu o “Cifra”, que nessa altura se chamava “To d’Agar”, na aldeia do Vale do Ninho d’Aguia, quando o comboio das seis e meia descia, apitando aflito, em direcção ao mar. Naquela encosta, quando criança, o “Cifra”, que naquela altura se chamava “To d’Agar”, andava por ali na companhia dos seus irmãos e alguns amigos, que entre outras coisas procuravam ninhos de melro e rouxinol, nas silvas e arbustos em volta do ribeiro que passava ao fundo do vale, e de rola e perdiz, nas terras mais altas!.

(the first person who will see, was without any doubt, us, that we were the “Cipher”!. He gives us a strong hug and, drawing from any newspaper that he carried with him, says:

– Oh man, your train derailed, read this newspaper!.

In the newspaper “First January” came all explained, with photo and everything. The “Cipher” immediately recognized the locomotive, the slope background, it was 1135, was on hand, and two carriages to follow up on the hillside above. His father and some neighbors, acquaintances, were also in the photo. The “Cipher”, stroked his newspaper photograph, with eyes closed and thought far as the accident occurred a few hundred meters from the birthplace of the “Cipher”, which at that time was called “To d’Agar”, in the village of Valley Nest d’Aguia, when the “train six-thirty” down, whistling stricken, towards the sea. That hillside, as a child, the “Cipher”, which at that time was called “To d’Agar”, walked around in the company of his brothers and some friends, which among other things sought blackbird nests and nightingale, the brambles and bushes around the brook passing the valley floor, and rolls and partridge, on higher ground)!.

Tony Borie, February 2018.